poder
e política

16|mai|08:24

Projeto Ficha Limpa vai avançando na Assembleia…

Após aprovação por unanimidade, pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, no início do ano, o Projeto de Lei do deputado Zé Carlos do PT, que defende Ficha Limpa para o serviço público do Maranhão, foi aprovado ontem pela Comissão de Administração Pública, Seguridade Social e Relações do Trabalho.

A expectativa – pouco provável – é que o projeto Ficha Limpa vá a plenário para votação ainda esta semana.

Caso seja aprovado, todo cargo de confiança na gestão pública deverá ter comprovação de conduta proba e ilibada, da mesma forma que um funcionário tem que fazer quando ingressa no concurso público.

Zé Carlos do PT refere à efetivação da proposta no estado como uma “Realidade inexorável”. O Ficha Limpa já foi aprovado por Legislativos de diversas outras localidades do país.

O risco do projeto Ficha Limpa é de nesse caminho legislativo ser atalhado pela implacável realidade não republicana da Assembleia maranhense.

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5|mai|07:32

Um João Castelo feliz…

O prefeito João Castelo foi visto menos taciturno nos últimos dias. Ele andava carrancudo após a debandada de aliados da sua base governista nas últimas semanas. As pesquisas eleitorais encomendadas pela oposição em que ele aparece com rejeição altíssima e seu governo muito mal avaliado tinham o deixado mal-humorado.

Mas um passo do PDT e do seu principal opositor o presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB) em direção a pré-candidatura do deputado federal Edivaldo Holanda Júnior (PTC) fez Castelo sorrir. O semblante castelista antes carrancudo, desde ontem era exultante, patusco, gaiato.

A três aliados bem próximos, Castelo elogiou as críticas da deputada estadual Gardeninha Castelo, ao ex-prefeito e pré-candidato Tadeu Palácio (PP), que ele definiu como “incisivas” e festejou a “quase definitiva” candidatura de Edivaldo Holanda Júnior a prefeito de São Luís.

Sobre Tadeu Palácio, disse Castelo, “ele é um sujeito irascível. Tem um gênio exaltado. Reagiu com deselegância contra a deputada Gardênia Castelo”, entre risos.

Ao tocarem no nome do vice-governador Washington Oliveira (PT), o prefeito Castelo foi galhofeiro. “Vamos imaginar que estamos numa prova de automobilismo. Eu estou com umas nove voltas de vantagem sobre o Washington. Até o final da corrida o Washington não aparecerá no retrovisor do nosso carro”.

Quando a conversa chegou ao tema Edivaldo Holanda Júnior (PTC), Castelo saiu do ‘gaiato’ para o radiante, o satisfeito, porém não menos provocador. “É o adversário mais fácil”.

“O Edivaldo Júnior é uma boa pessoa, é um bom rapaz. Faz lá o mandato dele, mas tem gente demais querendo ser o pai dessa candidatura. Nós conhecemos o Edivaldo Holanda sabemos que de algumas limitações. Querem usar o menino, então usem. Não sei é se vão ter coragem de encarar o Edivaldo pai”, afirmou Castelo.

Castelo retomou o gracejo ao falar de pesquisas eleitorais. “A única hora que eles [oposição] se juntam é no momento da pesquisa. Ficam todos numa sala, assoprando balão igual em festa de criança. Vez por outra, um balão estoura. Os que sobram e estão bem inflados eles vão e colocam na pesquisa”, contou sorrindo o prefeito tucano.

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16|abr|09:13

O PT… vai de Washington em São Luís

O vice-governador Washington Oliveira aparece nos levantamentos eleitorais – na pré-campanha – sempre abaixo dos 3% pontos percentuais. Na pesquisa feita pelo Instituto BrVox, de Brasília, ele surge na pesquisa espontânea com 1,6% pontos percentuais e na estimulada com 1% ponto percentual. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com o número n.º 15/2012.

Dados internos à disposição da governadora Roseana Sarney, revelam que om petista teria em média 4% pontos percentuais. Roseana acredita que até junho, mês das convenções partidárias, Washington Oliveira alcance dois dígitos percentuais na campanha.

Após a definição da candidatura de Washington Oliveira, o prefeito João Castelo ligou para alguns dos auxiliares mais próximos e comemorou discretamente. A entourage tucano-castelista acredita que Washington não tem ‘musculatura’ eleitoral.

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11|abr|21:48

Nota de Dimas Salustiano ao blog

Meu caríssimo amigo Itevaldo:

Tendo em vista uma postagem no seu blog: “Washington Oliveira: R$ 30 milhões, 9 meses e 6 cheques (De 10/04/2012 às 14:36) por Itevaldo Jr . Que teve repercussões tanto surpreendentes como estapafúrdias, ver em:  “Chantagem explícita na campanha de Washington Oliveira… “(de 11/04/2012 às 08:00 horas) por Marco D’Eça; “Ainda os cheques do PT (de 11/042012) por Gilberto Leda; e ainda, “jabuti trepado ou foi enchente, no caso do jornalismo alguém plantou” (de 10/04/2012 às 19:38) por Eri Santos Castro. Preciso, a bem da verdade, explicar o seguinte:

1.Na condição de amigo próximo, companheiro leal, e uma espécie de conselheiro informal, sobre questões jurídicas e políticas, de Washington Luiz, que é bom frisar tem o nosso apoio e da chapa que organizamos nas prévias internas do PT, para escolha do pré-candidato do partido a Prefeito de São Luís. Estive de fato em uma reunião, organizada por Eri Castro, filiado ao PT, que integra o Coletivo “NOVO PT” do qual sou Coordenador Geral, para tratarmos com o Senhor Cândido Lima, da oportunidade e conveniência de uma visita de solidariedade ao estimado Neiva Moreira do PDT, que permanece hospitalizado na UTI do Hospital UDI, bem como à sua família. Washington Luiz, efetivamente na condição de Governador em exercício, realizou a visita no dia seguinte, fato que foi amplamente divulgado. Claro, que muito nos agrada e isso foi sobejamente conversado, o apoio do PDT, aliado histórico e da base da Presidente Dilma ao PT em qualquer eleição;

2. Na mesma noite, mudamos de interlocutor, desta feita passamos a conversar, com Rogério, publicitário e proprietário da Agência Opendoor. Falamos de pesquisa eleitoral, inserções do PT que estão indo ao ar, Duda Mendonça e especulamos sobre o que São Luís anseia por ouvir como propostas de um candidato a Prefeito. Estamos tratando com alguém com experiência de campanhas vitoriosas em São Luís. Esta é uma prova, contundente que o PT não fará número, nem deseja somente marcar posição, vamos entrar na disputa para ganhar;

3. Sobre 30 milhões e uns tantos cheques, ninguém falou. Ninguém comentou sobre prêmios de loteria, viúva rica, herança ou outra forma de chegar a tanto dinheiro. E quem conhece Washington sabe da sua economicidade, com as palavras e com o bolso, quando o assunto é dinheiro. Nem sei de onde vem ou para onde vão tantos milhões. Todos na cidade sabem da minha trajetória de honestidade, trabalho duro, alguma inteligência e muita criatividade com o magistério, advocacia e atuação na área de educação superior particular. Cabe destacar que não vivo da política, não estou no Governo, não tenho cargo de Direção no PT e não tenho negócios com o Poder Público;

Itevaldo: Talvez, suas fontes tenham escutado demais por detrás das portas, confundiram alhos com bugalhos no afã de lhe oferecer uma notícia, que sabiam desde a origem eram falaciosas, isso pode vir de uma minoria no PT que vive das conspirações, que por prazer ou dolo eliminam alguma fagulha de competência que pode surgir ou dos interesseiros por cargos ou dinheiro que estão nos gabinetes, assessorias ou na blogosfera, atirando a pedra e escondendo a mão. Pode ser o interesse matreiro de outras candidaturas que precisam decolar atingindo e prejudicando a imagem de Washington Luiz.

E aí, o meu amigo jornalista errou. Errou porque não procurou checar uma informação com outras fontes, não permitiu o contraditório quando não me procurou para sondar sobre a veracidade dos fatos. Sei como professor de Direito Constitucional que o sigilo profissional protege as fontes jornalísticas, portanto, não cabe aqui indagar que inventou este despautério, mas que há um odor azedo, próprio da putrefação, advindo de um incerto fogo amigo, há isso é fato!

DESAVISO: Reafirmo todas as informações que estão no texto “Washington Oliveira: R$ 30 milhões, 9 meses e 6 cheques”. Nenhuma delas refutadas pelo professor Dimas Salustiano. Cabe ao vice-governador explicar, se em sua residência “escuta demais detrás das portas”. Quanto ao fogo amigo petista, os dirigentes e militantes do PT que o apaguem.

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10|abr|14:36

Washington Oliveira: R$ 30 milhões, 9 meses e 6 cheques

Estrategistas da pré-campanha do vice-governador Washington Oliveira (PT) creem que com R$ 30 milhões, o petista senta na cadeira de prefeito de São Luís, em 1º de janeiro de 2013. As contas foram feitas por Erionaldson Castro, o Eri Castro; Dimas Salustiano e ( )*. Na semana passada, na residência do vice-governador o cômputo milionário foi apresentado.

Alguns petistas e não-petistas que transitam na órbita do vice-governador, acreditam que o grupo Sarney – Roseana, PMDB, DEM, PSD e assemelhados – devam ser mais do que solidários com a candidatura de Oliveira, como defendeu  Edison Lobão, em entrevista a O Estado, no domingo,  para que não tenham um processo de desincompatibilização [de Roseana e possivelmente de Oliveira] atribulado em abril de 2014.

Na milionária matemática dos R$ 30 milhões – com a suposta vitória em São Luís -, Washington Oliveira não teria que se desincompatibilizar em 2014, caso Roseana Sarney seja candidata ao Senado. Eleito prefeito da capital, essa transição seria menos atribulada.

Para alguns petistas e não-petistas que estão na órbita de Oliveira, um mandato de deputado federal ou a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) não são atrativos para quem pode,  por 9 meses sentar na cadeira, ter a caneta e as chaves do cofre do governo do Maranhão.

Por que o vice-governador não ficaria 9 meses no comando do governo estadual? Indaga o petista.

Aí, é que se alicerça a lógica dos R$ 30 milhões. ‘Com essa dinheirama ganhamos a prefeitura de São Luís e eliminamos um problema para a governadora’, diz outro petista.

‘Resolvida’ essa questão, alguns petistas e não-petistas, revelam na sala da vice-governadoria, o desejo do prefeito João Castelo de comprar seis cheques do Diretório Regional do PT, emitidos na campanha eleitoral de 2004 e que jamais foram pagos.

A direção petista – Oliveira era o presidente regional do PT – emitiu seis cheques: um no valor de R$ 88 mil e cinco de R$ 90 mil, totalizando R$ 538 mil, para a agência de propaganda Opendoor. Nesses oito anos, a dívida jamais foi paga.

Castelo enviou um emissário a Opendoor e apresentou uma oferta de compra dos cheques. O prefeito tucano está disposto a pagar. Os R$ 30 milhões também poderiam sanar essa dívida, planejam alguns petistas e não-petistas.

Tudo isso foi posto na sala da vice-governadoria. Falta combinar com o PMDB e com Roseana.

DESAVISOCom ou sem os R$ 30 milhões, alguns petistas e não-petistas, poderiam sugerir ao vice-governador que no pacote de campanha do Duda Mendonça, viesse a Opendoor. Assim foi feito com João Castelo em 2008. Mas, combinem rápido, pois Castelo não anda dando descanso para os donos da agência. O tucano quer porque quer os cheques voadores.

DESAVISO 2Cândido Lima explicou ao blog que esteve na residência do vice-governador. Mas, para tratar exclusivamente de uma visita de Washington Oliveira à família do ex-deputado e jornalista Neiva Moreira que está internado nao Hospital UDI.  Cândido Lima afirmou que encontrou com Eri Castro e Dimas Salustiano na residência do vice-governador, mas não tratou de nenhum outro assunto.

(*) O nome de Cândido Lima foi retirado da postagem do blog às 18h30.

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16|mar|09:28

A despolitização e/ou o vazio da política

O período pré-eleitoral em São Luís está abarrotado de pseudoacontecimento. São ‘lançamentos de pré-candidaturas’, são condomínios de pré-candidatos, são anúncios de alianças improváveis e oportunistas de toda sorte.

A cena pré-eleitoral em São Luís fez da política uma caricatura. Ela tem se tornado amplamente humorística. Exemplos: a predição da aliança DEM (ex-PFL) e PT; uma candidatura de Edivaldo Holanda Júnior que satisfaz tanto ao PDT e PCdoB quanto ao PSD (ouçam Tatá Milhomem) e PMDB (o DEM vem junto); ou ainda uma vitória do deputado Bira do Pindaré nas prévias petistas, sem que não haja uma contestação à Direção Nacional.

Isso é possível – e realizável – pela falta de posição dos partidos à direita ou à esquerda (para os que ainda acreditam). São eles os artífices de uma constante despolitização da política, e não é de agora. Daí o vazio.

O resultado disso é que não há projeto – ou mais simploriamente propostas – para qualquer tipo de mudança substancial em São Luís. Daí o PP e o PTC que compuseram a base e o governo do tucano João Castelo, serem protagonistas de uma ‘aliança’ capitaneada pelo PCdoB, em tese oposição aos governos municipal e estadual.

O que há neste instante na cena política de São Luís parece um strip-tease de boas intenções, de honestidade, de responsabilidade. E juntos ou separados se metamorfoseia em episódio burlesco.

Como não se tem projeto ou propostas (como queiram) quais os critérios, por exemplo, que a ‘aliança’ PCdoB, PT (a ala não alinhada ao grupo Sarney), PSB, PPS, PP e PTC definirá quem será o candidato a prefeito de São Luís?  Será escolhido o que tiver melhor desempenho numa pesquisa pré-eleitoral? Ou o que estava com o PCdoB (Flávio Dino) nas campanhas de 2008 e 2010? Ou ainda o que tiver mais tempo de TV? Ou o pré-candidato com a menor rejeição eleitoral (segundo a pesquisa que também revelou o com o maior desempenho eleitoral)?

São tantos os critérios que serão postos à mesa, que a seleção não deixará de ser cômica. Que projeto se confronta numa provável disputa entre o prefeito João Castelo (PSDB) e o ex-prefeito Tadeu Palácio (PP)? Entre Castelo e o deputado federal Edivaldo Holanda Júnior (PTC)?

Essa crescente despolarização (repito PP e PTC foram da base castelista, não é isso deputada Gardeninha?) acaba criando um embate puramente eleitoreiro. Onde o único objetivo é conseguir o maior número de votos. Mas como é possível conseguir o maior número de votos sem demarcar um programa sólido e consistente de políticas a serem tomadas?

Os partidos em São Luís vão disputar a eleição sem demarcar nada e, ao mesmo tempo, demarcando tudo. Basta abrir as possibilidades ao máximo e ser flexível com a opinião pública. 40% da opinião pública avalia hoje que o governo Castelo é ruim ou muito ruim. Mas, a avaliação da opinião pública não se confunde com a opinião do eleitor, lá em outubro.

É nesta perspectiva vazia, que os partidos vão costurando o cenário eleitoral em São Luís. Os condomínios eleitorais tentam o voto de todos, querem representar a todos. Para isso é imprescindível que não haja nenhum entrave. É essencial que nada atrapalhe essa flexibilidade mutante. E o vazio vai se tornando obscuro.

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