poder
e política

20|mai|19:59

O antipetismo alavanca Aécio

aecio nevespor  MAURICIO DIAS*

Vistas de agora, parecem óbvias as razões pelas quais Dilma Rousseff (PT) perdia pontos nas pesquisas de intenções de voto e os dois principais adversários dela, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), não herdavam nada. Quem falava que a explicação era a falta de projetos, de programas e de propostas da oposição acertou. Mas não é só. Faltava outra coisa, independentemente dos erros da administração Dilma, que catalisasse eleitores em cima do muro. Neste caso, não se trata de uma referência explícita aos tucanos.

Finalmente, a razão foi encontrada: alguém precisava encarnar o antipetismo, que tem um estoque de votos de aproximadamente 30% do total. No Brasil, é muito difícil alguém, com razoável senso de equilíbrio, assumir a liderança do conservadorismo ou, para ser mais preciso, líder da direita. Aécio Neves aceitou o desafio.

A virada foi dada a partir da polêmica compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras. Ele iniciou com o bê-á-bá: o caminho amplo da denúncia. Botou fim ao pudor político do PSDB de se assumir como partido conservador, embora oculto atrás da sigla social-democrata. Muito além de se autodenominar presidente do agronegócio, o candidato tucano assumiu o papel de principal opositor do governo e também de adversário implacável do PT. Passou a atacar firme a presidenta Dilma, a administração dela e os petistas.

Uma grande parcela do eleitorado, do contingente de “brancos e nulos”, não estava indecisa ou desiludida. Estava sim sem porta-voz, como se observa agora.

Aécio “matou” Aécio e deu outra personalidade ao candidato. Saiu de cena o mineiro cuja imagem sempre foi a de bonzinho, cordial e sobretudo conciliador. O tucano não precisou nem ensaiar expressões faciais agressivas inexistentes no vocabulário que sempre o caracterizou como bom moço. A cirurgia plástica feita em 2013 tirou de sua face os traços de amabilidade. Além da aparência, para acompanhar o novo discurso, emergiu um opositor mais duro e menos amável. Temporariamente, ao menos, Aécio acertou ao adotar um discurso figurativo.

Esse acerto foi a alavanca de seu crescimento eleitoral. Subiu 4 pontos, de 16% para 20%, conforme registro do Datafolha. Marcou também distância em relação a Eduardo Campos, este ainda preso ao constrangimento de presidir um partido que foi da base do governo e, principalmente, por ele próprio ter sido ministro de Ciência e Tecnologia no governo Lula.

O ex-governador pernambucano articulou um sistema tradicional de administrar. Aliou-se a 11 partidos e a todos ofereceu um cantinho confortável no governo. Na fase eleitoral, propõe, no entanto, um socialismo disposto a aposentar “velhas figuras de Brasília”, como ele diz. Um discurso abstrato assim deixa Marina Silva, a vice, próxima ao êxtase eleitoral. Mas deixa entrever também a distância entre a palavra e a realidade.

*Mauricio Dias é jornalista, editor especial e colunista de CartaCapital.

 

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10|mai|07:48

O PDT na primeira suplência de senador…

tucano-pdtFaria bem ao PDT maranhense ficar com a vaga de primeiro suplente de senador na chapa de Roberto Rocha (PSB). Ocupar essa vaga ajuda o partido a não definhar. A tão sonhada vaga de vice-governador caiu no colo do tucano Carlos Brandão (PSDB).

Se propuserem ao socialista Roberto Rocha, ele aceita conversar. Se os nomes postos pelo PDT forem os dos ex-prefeitos Humberto Coutinho (Caxias) ou Deoclides Macedo (Porto Franco), Rocha topa a parada e fecha o acordo.

Coutinho e Macedo planejam serem deputados. O fragilizado PDT pode fazê-los mudar de ideia. Até para dar sobrevida à legenda.

Creio que a vaga de primeiro suplente deveria ser dada a Humberto Coutinho. Ele tem mais capital político-eleitoral & econômico. É da região leste do estado, onde a candidatura de Roberto Rocha é fraca. Deoclides tem capital político, mas é da mesma região do socialista.

O languente estado do PDT é obra e graça do deputado federal Weverton Rocha. Ele se acha o mais esperto dos espertos. Desde que ganhou a direção do PDT com a benção de Carlos Lupi, Rocha acredita ser o esperto-mor da política local.

Rocha quando mirou o PCdoB e Flávio Dino os viu como um meio de angariar vantagens. Carece ao deputado pedetista inteligência. Flávio Dino é inteligente e esperto. Weverton Rocha é apenas finório, ladino, ardil…

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9|mai|20:18

O comunista no bico da tucanagem

 

Aecio Neves em SL

Flávio Dino: “Eu preciso do PSDB para ganhar esta eleição”.

João Castelo: “Vou entrar de cabeça nesta eleição”.

 

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28|abr|07:00

No mesmo bico

PSB e PSDB não agressão

 

Leia a matéria de Roberto Amaral onde rememora o ‘pacto de não-agressão’ entre seu correligionário Eduardo Campos e o senador tucano Aécio Neves. Aqui & Aqui

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22|abr|07:43

“O PSB não está obrigado a seguir numa aliança, percebendo a falta de reciprocidade”, diz Roberto Rocha

Flavio & Aecio e Roberto

Já ouvi de Roberto Rocha (PSB) pré-candidato ao Senado, que seria candidato a governador, caso fosse preterido por Flávio Dino (PCdoB) na disputa senatorial. Desconfio que Roberto Rocha não o faça.

Ao invés de construir sua candidatura ao governo – ou até mesmo ao Senado -, Roberto Rocha preferirá disputar e perder a eleição ao Senado para João Castelo (PSDB) ou Gastão Vieira (PMDB). Flávio tem mais simpatia pelo tucano e pelo peemedebista do que pelo socialista Rocha.

Hoje numa matéria no jornal O Estado, Roberto Rocha diz o seguinte: “Para mim e para o PSB, a questão é muito simples: com relação aos partidos aliados, Roberto [Rocha] está com Flávio [Dino], e quem está com Flávio está com Roberto. O PSB tem candidato a presidente da República, e com muitas chances de ser eleito. Desta forma, o partido não está obrigado a seguir numa aliança, percebendo a falta de reciprocidade. Neste caso, o caminho natural será a candidatura própria ao governo“.

roberto elizian e eduardo campos

Roberto Rocha enxerga como “natural uma candidatura do PSB ao governo”. Mas, isso não é apenas um recado para o PCdoB, é uma sinalização para a deputada estadual Eliziane Gama e o PPS, na tentativa de retomar o diálogo sobre aliança eleitoral.

Eliziane governadora e Rocha candidato ao Senado. Eduardo & Marina ficariam muitos satisfeitos medita o socialista, sobre o seu primeiro cenário.

Mas, a pepessista Eliziane Gama aguarda para esta semana a reunião do seu partido com o PSDB (que quer a vaga de senador) e o PCdoB para definir se adere ou não a pré-candidatura de Flávio Dino. Enquanto espera ela garante que o PPS, mantém sua pré-candidatura ao governo.

Arguto como se imagina, Roberto Rocha traçou um segundo cenário: buscará o apoio do PTC, comandado pelo ex-deputado Edivaldo Holanda, pai do prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior; e do PPL que planeja lançar o médico José Luis Lago ao governo.

A jornalista Carla Lima diz hoje também em O Estado que, “se depender do próprio Flávio Dino, os socialistas terão dificuldades para garantir a candidatura única de Roberto Rocha”.

Portanto, restará ao socialista Roberto Rocha procurar um novo caminho.

Roberto Rocha une a oposição

DESAVISO- Leio deste março que Roberto Rocha foi “ungido” a candidato único das oposições ao Senado. Ungido pode ser aquele que recebeu unção dos óleos sagrados – credenciando-a para cumprir uma missão específica, especial – ou o óleo sagrado da extrema-unção – o chamado óleo dos enfermos.

Como na oposição são muitos aqueles que têm Deus no coração, creio que a unção consagrada a Roberto Rocha foi a de cumprir uma missão dentro de propósitos divinos.

 

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11|abr|09:16

Castelo ‘ressurge’ com força para o Senado

castelo senado2O tucano João Castelo (PSDB) está na boa com o eleitorado. Pelo menos, é o que aponta uma pesquisa encomendada por uma entidade empresarial que o pôs na lista de candidatos ao Senado.

Sem a governadora Roseana Sarney (PMDB), Castelo aparece na frente – dentro da margem de erro – em todos os cenários da amostragem.  Foram postos no levantamento os peemedebistas Edinho Lobão e Gastão Vieira, o vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha (PSB) e os candidatos da esquerda Marcos Silva (PSTU) e Haroldo Sabóia (PSoL).

Castelo lidera em todas as simulações, principalmente nas regiões Metropolitana de São Luís e nos Cocais, com destaque para Caxias. Mas, é dele a maior rejeição entre os listados na pesquisa.

O levantamento foi feito para avaliação da entidade, que deve realizar outras duas pesquisas, após os governistas definirem seus candidatos.

A candidatura de Castelo ganhou força depois de Roseana optar por ficar no governo. Ex-governador, ex-deputado, ex-senador e ex-prefeito de São Luís, Castelo demonstra ter ainda muito capital político para usar.

Governo e PT

Os próximos levantamentos eleitorais contratados pelas legendas base do governo devem trazer os nomes de Arnaldo Melo (PMDB) e do petista Raimundo Monteiro (PT) na lista de candidatos ao Senado.

Depois de querer ser governador via eleição indireta na Assembleia, Arnaldo Melo se apresenta como pré-candidato ao Senado de parcela da base governo no Legislativo estadual.

Mesmo sem acreditar, numa possível candidatura do presidente estadual do PT, Raimundo Monteiro nas eleições deste ano, o vice-presidente da legenda Augusto Lobato abre um sorrisão quando comentam com ele essa possibilidade.

Apoiador da candidatura de Flávio Dino (PCdoB), Lobato diz que não abrirá mão de comandar o PT nas eleições, caso Monteiro seja candidato.

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