poder
e política

9|jul|07:31

“…Depois da hora radiosa a hora dura do esporte, sem a qual não há prêmio que conforte, pois perder é tocar alguma coisa mais além da vitória, é encontrar-se naquele ponto onde começa tudo a nascer perdido, lentamente”.

Carlos Drummond de Andrade

 

Desaviso: Torço pra que a presidente Dilma – para que fiz campanha e votei; para quem farei campanha e votarei – ao menos, inicie a reforma que prometera ao Bom Senso FC.

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2|abr|07:31

O melhor da festa é comemorar antes

Assunto: Poeta Carlos Drummond de Andrade em sua casa por ocasião da homenagem aos seus 80 anos / Local: Posto 6 - Copacabana - Rio de Janeiro - RJ / Data: 23/10/82O texto abaixo foi publicado pelo poeta Carlos Drummond de Andrade no Jornal de Brasil em fevereiro de 1982. Versava sobre o favoritismo da brilhante seleção brasileira de 82 – o melhor time de futebol que vi jogar – comandada pelo técnico Telê Santana, que disputou e perdeu a Copa do Mundo da Espanha.

Drummond se divertia com o favoritismo da seleção brasileira de Zico, Sócrates, Falcão, Júnior & Cia. O texto drummondiano bem que podia ser batizado com a frase que o encerra.

Trinta e dois anos depois o texto do poeta itabirano é atualíssimo. São vastíssimos os favoritismos…

 Variações em tempo de Carnaval

No mais, somos campeões prévios da Copa de Madri e não abrimos. Se somos favoritos, para que jogar? O país inteiro curva-se ante os pés da Seleção, que são múltiplos e nos dispensam de correr. Mandem a Taça Jules Rimet pelo correio aéreo e estamos conversados. O melhor da festa é comemorar antes.

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11|dez|07:40

O fantasma se diverte

Artigopor Roberto Veloso*

Não houve dor mais forte para o futebol brasileiro do que a perda da Copa do Mundo de 1950, em pleno Maracanã, diante de duzentas mil pessoas. Foi um trauma que se transmite de geração em geração. Até mesmo as crianças nascidas cinquenta anos depois sofrem aquele 16 de julho, como se o tivessem vivido nas arquibancadas do fatídico Mário Filho.

As imagens captadas por um sistema incipiente de gravação – não tínhamos ainda a transmissão ao vivo -, rememora-nos, incansavelmente, o atacante uruguaio Ghiggia de posse da pelota pela direita, em profundidade, desferindo um chute certeiro entre a trave e o goleiro brasileiro Barbosa. Este parece que vai defender, mas a bola – essa ingrata –, maliciosamente, passa por baixo das mãos de um dos melhores arqueiros de todos os tempos.

A cena a seguir é de desolação. Os jogadores brasileiros chorando ao final da partida e o público, incrédulo, calado, esperando um milagre. Talvez com a esperança de a peleja reiniciar e o nosso escrete empatar a partida. Sim, jogávamos pelo empate. A desgraça foi tremenda, nossos atletas nunca se recuperaram psicologicamente. Nunca mais o Brasil jogou de branco. Barbosa, até a morte, carregou a fisionomia triste dos réus. Os olhos chorosos e a expressão envergonhada dos culpados.

Depois, ganhamos cinco Copas do Mundo. Participamos de todas, mas, trocaríamos alguns desses títulos pelo de 1950. É algo estranho, vive entalado em nossa garganta. O fantasma do grito de campeão na tarde do dia 16 de julho nos persegue, aterrorizando nosso sono e assustando-nos a cada disputa de campeonato realizada no Maracanã contra equipes estrangeiras.

Insensível a tudo isso, a FIFA fez questão de trazer à tona essas lembranças apavorantes no sorteio da Copa do Mundo de 2014, a ser realizada em nosso país. Se não fosse a beleza exuberante da apresentadora Fernanda Lima, tudo teria sido de um profundo mau gosto.

Quando chamaram Pelé, o melhor jogador de futebol de todos os tempos, o único a conquistar três Copas do Mundo, ele não se referiu às conquistas, preferiu falar daquela derrota terrível. “Quando eu era criança, meu pai, Dondinho, jogava no Noroeste de Bauru, em 1950, e ele chorou muito com o resultado da final do Maracanã. Espero que não aconteça o mesmo em 2014”.

Poxa, Pelé, logo você, nosso campeão, nosso ídolo, coloca esse frio na barriga dos torcedores canarinhos. Recorda o irrecordável, lembra do inlembrável, rememora o imemorável, fazendo brotar uma profusão de pensamentos na mente dos torcedores. Alguns que não viveram a derrota, igual a mim, chegam a temer – e a tremer – pelo futuro de nossa seleção.

Mas, a FIFA não está nem aí. Para piorar a tensão criada pelas palavras do rei, chama o Alcides para representar o Uruguai, uma das oito seleções a ganhar a Copa do Mundo. Alcides, este é o nome de batismo do carrasco de 50: Alcides Ghiggia. E ele novamente iria aprontar em terras brasileiras. Para espanto geral, ele não é um fantasma, estava ali de carne e osso, apesar de portar uma bengala.

Ironicamente, e que ironia, colocam-no para sortear a posição das seleções do grupo A, do Brasil, e do grupo B, da Espanha. Logo na primeira, errou o pote. Talvez querendo empurrar a Espanha na fase classificatória contra o Brasil, quem duvida. O francês Jérôme Valcke, autor intelectual de toda armação, tratou de dizer que ainda não era a hora, corrigindo o engano.

Mas, ponta direita habilidoso, Ghiggia não se conteve e deu um drible com a bolinha do sorteio em Fernanda Lima, cuja reação, não se sabe se melhor ou pior do que a de Barbosa, foi apenas gritar: “Meu Deus”. Ei-lo aprontando, segurem o atacante uruguaio.

Vanessa da Mata entra no palco, acompanhada do Olodum, e canta We Are Carnaval, de Jammil e Uma Noites, mas a platéia não se animou a dançar, como acontece ao término dos eventos na Bahia. Todos estavam apreensivos e estupefactos com o resultado do sorteio.

Ninguém se divertiu, a não ser o fantasma de 1950, sorrindo da possibilidade de nova final brasileira no Maracanã. Vade retro “Maracanazzo”. Desta vez vamos ganhar.

 

*Roberto Veloso é juiz federal e professor da UniCEUMA e da UFMA

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8|dez|06:37

Domingo de futebol: Fluminense e Vasco bem pertos da segundona…

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É lorota acreditar que o rebaixamento de Vasco e Fluminense para a segunda divisão (Série B) do brasileiro em 2014, reduza a chance de clubes com menos tradição de disputar a Série A (primeira divisão) em 2015.

O Fluminense já disputou a Série B (segunda divisão) e foi rebaixado para Série C (terceira divisão). Voltou a Série A (primeira divisão) pela janela, no tapetão.

É certo, que Vasco ou Fluminense será rebaixado. Mas, como as chances tanto do Vasco quanto do Fluminense disputarem a segundona é imensa, não seria nada mal o Sampaio Corrêa receber os dois no estádio Castelão, em jogos da Série B em 2014.

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5|dez|06:33

O Gigante do Barreto

Artigopor  Roberto Veloso*

Há certa cumplicidade entre os estádios e os times de futebol. Imaginemos o Flamengo sem o Maracanã, ou o Vasco sem São Januário. Dificilmente o Cruzeiro teria conquistado tantos títulos sem o Mineirão. O Corinthians penou no campeonato brasileiro enquanto esteve afastado do Pacaembu. Os fanáticos palmeirenses atribuem a queda de divisão à ausência do Parque Antártica. Dunga, então técnico do Internacional, reclamava do fechamento do Beira Rio para adaptação às exigências da FIFA para a Copa do Mundo.

No Maranhão, a relação é do Sampaio Corrêa com o Castelão, o Gigante do Barreto. Enquanto esteve interditado, de 2004 a 2012, foram anos de dificuldades futebolísticas. O clube se arrastou pelo Nhozinho Santos, enjeitado, como criança apartada da mãe. Em 2012, com a reabertura, o clube sorriu novamente com a volta à casa materna.

Por ironia do destino, o estádio está fincado em uma das áreas mais pobres e violentas da capital maranhense: o Bairro do Barreto. Lá, porém, moram pessoas de bem, trabalhadoras, que vivem honestamente, apesar de carentes de educação e saúde e atemorizadas pelo tráfico de drogas e pelo alto índice de homicídios.

O Sampaio Corrêa, no entanto, redimiu a todos com a conquista da série D em 2012 e a classificação para a disputa da série B do campeonato brasileiro, em 2013. A torcida compareceu ao Castelão e empurrou bravamente o time em busca da classificação, ao final conquistada em partida realizada em Fortaleza, em estádio com o mesmo nome do maranhense.

Apesar de terem igual tratamento, os homenageados são diferentes. O do Ceará, o lembrado é o ex-presidente da República Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco. No do Maranhão, homenageia-se o ex-governador João Castelo Ribeiro Gonçalves. O Castelão de lá presenciou a tristeza de uma torcida pelo não acesso do Fortaleza à segunda divisão.

Essa situação é de tal maneira dramática, que os alencarinos proclamaram o mau gosto da diretoria do tricolor do Pici – o Fortaleza – de levar o match para o Castelão, alegando que deveriam mandar o jogo no Presidente Vargas.

No Castelão de São Luís, ao contrário, o Sampaio Corrêa viveu seus momentos de glória. Desde a vitória dramática sobre o rebaixado Rio Branco até a segunda partida da semifinal contra o Vila Nova, com o time já classificado, consagrando o grito de guerra dos tricolores: “Aqui, no Maranhão, quem manda é o Tubarão”.

Esse grito sai engasgado, humilhado, no Nhozinho Santos, não tem a dimensão reservada aos times campeões quando proferido no Castelão. Neste, os adversários tremem ao ver aquela praça de esportes colossal completamente tomada pela torcida. Não se sabe mesmo se seria possível no acanhado estádio municipal a apresentação empolgante do Boi da Maioba e da Tribo de Jah antes das partidas.

Há uma espécie de simbiose bendita entre o estádio e o time do Sampaio Corrêa – a Bolívia Querida. Sim, o Sampaio é chamado de Bolívia. Conta-se que certa vez o embaixador daquele país no Brasil enviou uma delegação ao Maranhão para apurar a notícia estampada no Jornal Pequeno: “Mais de 40 mil bolivianos lotam o Castelão na vitória do Sampaio”. Até hoje não se sabe se é lenda ou de fato aconteceu. Mas se os fatos provam o contrário, como diria Nelson Rodrigues, pior para os fatos.

Foi no Gigante do Barreto que o Sampaio construiu a sua história recente de vitórias. Em 1997, foi campeão invicto da série C do campeonato nacional. Depois, com a reabertura do estádio, campeão invicto da série D, em 2012. E, agora, este ano, a heróica volta à série B. É preciso preservar o estádio e conservá-lo, mas não se pode atribuir exclusivamente ao Sampaio Corrêa a tarefa de dar dignidade aos moradores do Barreto. Eles merecem muito mais.

*Roberto Veloso é juiz federal e professor da UFMA e da UniCEUMA

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18|dez|10:17

AULA DE FUTEBOL & ARTE

No Barcelona FUTEBOL & ARTE são adjetivos. Substantivo é quão o argentino Messi e seus companheiros jogam bola.

DESAVISO: O santista Neymar ao fim do jogo: “Hoje aqui aprendemos a jogar futebol. O Barcelona ensinou como se joga futebol“.

DESAVISO 2: Após essa aula, quem sabe o Neymar, se preocupe menos com seu repertório de penteados.

De volta às férias…

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