poder
e política

9|jul|07:31

“…Depois da hora radiosa a hora dura do esporte, sem a qual não há prêmio que conforte, pois perder é tocar alguma coisa mais além da vitória, é encontrar-se naquele ponto onde começa tudo a nascer perdido, lentamente”.

Carlos Drummond de Andrade

 

Desaviso: Torço pra que a presidente Dilma – para que fiz campanha e votei; para quem farei campanha e votarei – ao menos, inicie a reforma que prometera ao Bom Senso FC.

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20|mai|19:59

O antipetismo alavanca Aécio

aecio nevespor  MAURICIO DIAS*

Vistas de agora, parecem óbvias as razões pelas quais Dilma Rousseff (PT) perdia pontos nas pesquisas de intenções de voto e os dois principais adversários dela, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), não herdavam nada. Quem falava que a explicação era a falta de projetos, de programas e de propostas da oposição acertou. Mas não é só. Faltava outra coisa, independentemente dos erros da administração Dilma, que catalisasse eleitores em cima do muro. Neste caso, não se trata de uma referência explícita aos tucanos.

Finalmente, a razão foi encontrada: alguém precisava encarnar o antipetismo, que tem um estoque de votos de aproximadamente 30% do total. No Brasil, é muito difícil alguém, com razoável senso de equilíbrio, assumir a liderança do conservadorismo ou, para ser mais preciso, líder da direita. Aécio Neves aceitou o desafio.

A virada foi dada a partir da polêmica compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras. Ele iniciou com o bê-á-bá: o caminho amplo da denúncia. Botou fim ao pudor político do PSDB de se assumir como partido conservador, embora oculto atrás da sigla social-democrata. Muito além de se autodenominar presidente do agronegócio, o candidato tucano assumiu o papel de principal opositor do governo e também de adversário implacável do PT. Passou a atacar firme a presidenta Dilma, a administração dela e os petistas.

Uma grande parcela do eleitorado, do contingente de “brancos e nulos”, não estava indecisa ou desiludida. Estava sim sem porta-voz, como se observa agora.

Aécio “matou” Aécio e deu outra personalidade ao candidato. Saiu de cena o mineiro cuja imagem sempre foi a de bonzinho, cordial e sobretudo conciliador. O tucano não precisou nem ensaiar expressões faciais agressivas inexistentes no vocabulário que sempre o caracterizou como bom moço. A cirurgia plástica feita em 2013 tirou de sua face os traços de amabilidade. Além da aparência, para acompanhar o novo discurso, emergiu um opositor mais duro e menos amável. Temporariamente, ao menos, Aécio acertou ao adotar um discurso figurativo.

Esse acerto foi a alavanca de seu crescimento eleitoral. Subiu 4 pontos, de 16% para 20%, conforme registro do Datafolha. Marcou também distância em relação a Eduardo Campos, este ainda preso ao constrangimento de presidir um partido que foi da base do governo e, principalmente, por ele próprio ter sido ministro de Ciência e Tecnologia no governo Lula.

O ex-governador pernambucano articulou um sistema tradicional de administrar. Aliou-se a 11 partidos e a todos ofereceu um cantinho confortável no governo. Na fase eleitoral, propõe, no entanto, um socialismo disposto a aposentar “velhas figuras de Brasília”, como ele diz. Um discurso abstrato assim deixa Marina Silva, a vice, próxima ao êxtase eleitoral. Mas deixa entrever também a distância entre a palavra e a realidade.

*Mauricio Dias é jornalista, editor especial e colunista de CartaCapital.

 

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17|mai|12:00

Dilma e Gastão: o Senado é republicano

Dilma e Gastao

O deputado federal Gastão Vieira esteve nesta sexta-feira (dia 16) com a presidente Dilma Rousseff, durante uma visita ao Piauí. Em Teresina, a presidente participou da formatura de alunos do PRONATEC e em Parnaíba, da entrega de unidades habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida.

Após as solenidades, Dilma Rousseff recebeu o deputado em audiência e reiterou o seu apoio à pré-candidatura de Gastão Vieira ao Senado Federal, pelo Maranhão.

Sobre o apoio da presidente, Gastão Vieira afirmou, “neste momento, é fundamental o reconhecimento do nosso trabalho no governo Dilma, como ex-ministro do Turismo e como político comprometido com o meu estado”.

Desaviso: Já disse e repito que os postulantes ao cargo de senador Haroldo Sabóia (PSOL), Gastão Vieira (PMDB), Marcos Silva (PSTU) e Roberto Rocha (PSB) são infinitamente mais republicanos que o Arnaldo Melo, deputado estadual peemedebista que presidente a Assembleia Legislativa.

 Foto: Roberto Stucker Filho

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