poder
e política

5|jul|08:55

Campanha da Dilma no Maranhão

Dilma e Lula

A coordenadora da campanha da presidenta Dilma no Maranhão, Berenice Gomes, reunirá nesta segunda-feira, em Brasília com o presidente nacional do PT, Rui Falcão, para tratar da organização da campanha à reeleição da presidenta no Maranhão.

A reunião terá a presença de coordenadores nacionais e dos estados da região Nordeste da Campanha da Dilma. O encontro tem como objetivo apresentar as linhas da campanha e a orientação sobre a mobilização e a organização das atividades.

“Pretendemos organizar uma campanha bonita que agreguem todos aqueles que querem a continuidade do projeto que tem dado certo no Brasil e que aponta para um futuro mais ainda promissor, com a chegada de um novo ciclo de desenvolvimento”, disse Berenice Gomes.

Segundo Berenice Gomes ao voltar de Brasília, reunirá com os partidos da coligação para formalizar o Conselho Político e colocar a campanha nas ruas e em todos os municípios do Maranhão.

# , , , , , ,

17|abr|21:50

“A indispensável contraofensiva política das forças progressistas”

O texto abaixo é o editorial do Portal Vermelho – site mantido e gerido pela Associação Vermelho, em convênio com o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – publicado na quarta-feira (dia 16).

Será que na Comissão Política Nacional do Partido Comunista do Brasil persiste uma “suposta pureza”? Não creio.

Como não creio, suponho que o desejo de e/ou tendência a excluir sistematicamente os outros, resida tão somente em outros confins do Brasil.

 

PCDOBA reunião realizada no início desta semana pela Comissão Política Nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) foi um fato auspicioso da vida política nacional neste momento de pré-campanha eleitoral e acirramento da luta política.

O pronunciamento da direção comunista é uma peça política que ajuda a construir a contraofensiva das forças progressistas, indispensável para enfrentar o jogo sujo da oposição conservadora e neoliberal e sua estratégia de desestabilização do país. A decisão dos comunistas soma-se às iniciativas da presidenta Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula, a partir da semana passada, de defender as conquistas do governo e rechaçar a campanha agressiva da oposição, principalmente dos principais candidatos oposicionistas – Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB-Rede-PPS).

É notável o alerta que fazem os comunistas de que a ação oposicionista não pode nem deve ser subestimada, porquanto tem bases fincadas nas classes dominantes, destacadamente a oligarquia financeira e seus elos internacionais, e nas instituições de um Estado em sua essência conservador e antidemocrático. No Brasil, atua com enorme força e capacidade de articulação política um poderoso “consórcio oposicionista, constituído pelas forças conservadoras, pela oligarquia financeira e por grandes grupos de comunicação”, diz o documento.

Este consórcio desencadeou “sequenciados ataques contra o governo da presidenta Dilma Rousseff”, destaca o documento da direção do PCdoB, que vê na investida, em plena pré-campanha pela sucessão presidencial de 2014, o objetivo de imobilizar o governo, desacreditá-lo e, além disto, atingir a liderança e a reputação da presidenta da República.

Rigorosamente, a campanha eleitoral da oposição conservadora revela-se uma campanha contra o Brasil. A escolha da Petrobras, a gigante petroleira, uma das mais fortes e conceituadas empresas estatais do mundo, como alvo imediato da campanha de desestabilização, é de per si uma denúncia dos fins antinacionais da ação dos partidos oposicionistas. Foi no governo de FHC, de triste memória, que o Brasil foi submetido ao furor privatizador, do qual a Petrobras, como o Banco do Brasil, só escapou pela resistência popular e por decurso de prazo. O ex-presidente não conseguiu fazer seu sucessor, derrotado nas urnas por Lula em 2002.

Tem também caráter antinacional e antipopular a sistemática luta que fazem as forças conservadoras para reverter as conquistas alcançadas pelo povo brasileiro em todos os terrenos ao longo de 12 anos de vigência de governos progressistas.

“O Brasil se encontra diante de uma encruzilhada política: ou avança – com a realização das reformas estruturais, no caminho progressista desbravado pela vitória de Lula, em 2002, e confirmado, pela vitória da presidenta Dilma, em 2010 – ou retrocede, engata uma marcha a ré aos tristes anos de 1990, com o retorno das forças conservadoras. Deste dilema, e desse antagonismo, emana a presente agressividade contra a presidenta Dilma”, assinala a nota da Comissão Política Nacional do PCdoB.

Esta é a questão essencial, sem cuja compreensão as forças de esquerda não conseguirão dar o passo necessário na luta para prosseguir mudando o Brasil no sentido progressista, para o que é indispensável defender o mandato da presidenta Dilma e sua reeleição em outubro próximo.

Dilma faz um admirável governo e tem a aprovação da esmagadora maioria da população. Enfrenta bem os efeitos negativos da grave crise econômica e financeira mundial sem penalizar os trabalhadores, nem abrir mão das políticas sociais que retiram milhões de pessoas da miséria, persistindo na estratégia de desenvolvimento nacional que associa crescimento econômico e distribuição de renda. Na frente externa, o Brasil segue desempenhando seu papel de força solidária com os povos e países irmãos latino-americanos, apostando na integração soberana, em políticas internacionais contra-hegemônicas e de paz.

Por outro lado, o que a oposição apresenta, em termos de alternativa programática, é uma reedição anacrônica do receituário dos anos 1990 que levou o Brasil à bancarrota, aviltou a soberania nacional, vilipendiou direitos dos trabalhadores e levou a vida do povo a um inaudito nível de degradação.

É nesse quadro que assume importância estratégica a mobilização popular e a consolidação de uma frente democrática, progressista, patriótica e popular em torno da luta pela reeleição da presidenta Dilma Rousseff, com um “programa que renove as esperanças e aponte nova etapa para o desenvolvimento”, como destaca a nota da direção comunista.

Momentos de intenso debate político, as campanhas eleitorais dão ensejo a uma atividade pedagógica de mobilização e elevação da consciência política do povo. Mais do que nunca, está na ordem do dia a luta pelas reformas estruturais democráticas, entre as quais ganham destaque a democratização dos meios de comunicação, a reforma política democrática, a reforma urbana e a reforma tributária progressiva, como instrumento de combate ao rentismo e de distribuição de renda.

Sobre esta base e com a experiência acumulada, as forças de esquerda reúnem todas as condições para elaborar um programa político que seja um instrumento de combate do povo brasileiro para avançar no rumo da construção de uma nação profundamente democrática, soberana e socialmente justa.

Leia mais: http://vermelho.org.br/editorial.php?id_editorial=1348&id_secao=16

# , , , , , ,

2|fev|08:10

Acabou o ciclo do PT?

Lula e Dilmapor Emir Sader*

A cantilena volta a cada eleição. Em 2006, nem era preciso, porque o ciclo seria cortado logo no início, se as previsões da oposição de que, depois da campanha midiática contra o governo e o PT e o estrangulamento de recursos no Congresso, dessem certo.

Não contavam com a astúcia do governo Lula, que já podia contar com os resultados da prioridade do social, que havia acertado a mão com as políticas sociais e pôde derrotar de novo a oposição. Em 2010 então, os que teorizavam que era o lulismo o que segurava o governo, se entusiasmavam com a possibilidade de voltarem a governar, amparados na “científica” previsão do diretor do Ibope e na galhofa de que a Dilma era um poste.

A eleição da Dilma permitiu demonstrar como o esquema de governo valia mais alem do “lulismo”, mantendo e intensificando o modelo econômico-social. Agora, a falta mal disfarçada de entusiasmo da oposição apela para um suposto “fim de ciclo do PT”, o que alentaria os desalentados candidatos da oposição a buscarem alguma esperança para encarar a mais difícil campanha da oposição.

O coro neoliberal na mídia entoa: terminou o modelo de crescimento econômico induzido pelo consumo, pela distribuição  de renda. Faz terrorismo para que as taxas de juros sigam subindo, apelando para um suposto descontrole inflacionário. Propõe o abandono do modelo econômico e a volta à centralidade do ajuste fiscal, que levou o Brasil à profunda e prolongada recessão que o FHC deixou de herança pro Lula.

Sabemos o que é “fim de ciclo”, com o fim do curto ciclo tucano, apesar das suas ameaças que teriam vindo para destroçar o Brasil por 20 anos. A política econômica de estabilização monetária e de ajuste fiscal se esgotou, FHC conseguiu esconder a crise de janeiro de 1999 e a nova e arrasadora negociação com o FMI – que o fez levar a taxa de juros a 49% (sic) -, para poder se reeleger. Mas em seguida a economia naufragou numa profunda e prolongada recessão, sendo resgatada só pelo governo Lula.

O apoio ao governo do FHC desceu a seu mínimo, não conseguiu eleger seu candidato e, dali pra frente, só enfrentou derrotas eleitorais. Não tem nada a propor, candidatos tucanos renegavam o governo FHC, quem o reivindica ressuscita os que levaram o pais ao pântano, corre o risco de nem sequer chegar em segundo lugar nas eleições deste ano. Isso é esgotamento, fim de ciclo.
A Dilma mantem alto apoio popular, é favorita para reeleger-se este ano, os índices sociais são melhores ainda do que quando a economia crescia mais, o Lula continua a ser o maior líder politico do Brasil, o PT tem projeções para obter o melhor resultado da sua história para governadores e para o Parlamento.
Os problemas que o governo enfrenta só podem ser superados não pelo abandono do modelo que permitiu o país crescer e distribuir renda, simultaneamente, como nunca havia feito na sua história. Mas pelo seu aprofundamento, pela quebra do poder do capital especulativo, por um papel mais ativo ainda do Estado na economia, pela extensão e aprofundamento das políticas sociais. E não pelo seu abandono, para o retorno a pacotes de ajuste prometidos pelos candidatos da oposição, com as duras consequências que conhecemos.
Não há fim de ciclo do PT. Dilma e Lula tem a popularidade que falta a FHC. O país não entrou em recessão, como com os tucanos, com a exclusão social que caracterizou o seu governo. A maioria da população claramente prefere a continuidade do governo do PT às propostas regressivas da oposição. O Brasil se prepara para a segunda década de governos posneoliberais.

Texto publicado originariamente no sítio da Carta Maior.

Foto: Ricardo Stuckert / Instituto Lula

# , , , , , , , ,

17|out|00:55

ZÉs

Somos um só Brasil. De Norte a Sul. Leste a Oeste. O que está em disputa na sucessão presidencial são dois projetos opostos. Antagônicos. “Enxergamos em Dilma o projeto de um Brasil mais justo e inclusivo”, essa frase está num documento assinado pelo PSB, PCdoB e PT (ala que apoiou a candidatura Flávio Dino ao governo estadual). Entre os que subscreveram lá está o nome de José Reinaldo Tavares (PSB).

Ontem, Zé Reinaldo declarou voto à candidatura demotucana de Zé Serra. E justificou: “Votar em Dilma é votar no Sarney”. Não poderia ser outra, a rezinga do ex-candidato ao Senado.

Já ouvi de petistas, socialistas, comunistas, pedetistas, demotucanos louvores a Zé Reinaldo pelo rompimento com o “Sarney”, com o “grupo Sarney”, com a “Oligarquia Sarney”, com a “família Sarney”.

De um dirigente do petismo estadual ouvi que Zé Reinaldo é um mártir. Só pode ser, por ter renunciado a fé no sarneísmo, desconfio eu.

A candidatura Serra está assentada no mesmo programa que quebrou Brasil três vezes em 1995, 1997 e 1998 durante o governo FHC-Serra. A candidatura Serra tem as mesmas bases de apoio que ampliou as desigualdades no país; levou à derrocada as universidades públicas e que proibiu a criação de escolas técnicas. É a turba do apagão no setor elétrico.

Mas, o segundo turno da eleição presidencial para Zé Reinaldo, para o PDT e a tucanagem, será contra o Sarney. Para o “socialista” ex-governador do Maranhão e ex-serve para tudo do senador José Sarney, a sucessão presidencial é o Sarney contra o Serra.

Escrevi aqui, que essa longa e fastidiosa falação sobre e/ou contra os Sarneys é para eles uma espécime de habeas corpus preventivo (releia aqui). Os próceres do tal anti-sarneismo são libertadores de si mesmos. O que o PDT e PSDB sonharam e realizaram pela metade foi: “essa oligarquia pilhou por 40 anos o Maranhão. Mas, nós queremos e podemos fazer o mesmo”.

Zé Reinaldo, Jackson Lago, João Castelo são o símbolo-mor da frase anterior. A opção pela candidatura Serra é porque essa turba jamais teve projeto para o Maranhão – a não ser contra o Sarney depois das bênçãos – e desconhecem o outro Brasil que nasceu dos escombros herdados da gestão FHC-Serra.

Por que mesmo José Reinaldo rompeu com o sarneísmo? Eles divergiram do modelo de desenvolvimento econômico e sustentável do Maranhão? É porque discordaram do programa que erradicaria o analfabetismo e/ou a miséria do nosso estado? Ou foi por causa do projeto de reforma agrária?

O rompimento de Zé Reinaldo com Sarney não foi por conta de uma pauta republicana. Daí, a dificuldade do ex-governador eleito por graça e obra do sarneismo, ter dificuldade de pensar um Maranhão e um Brasil para além dessa milonga anti-sarneista. Aí ele respira fundo e diz: “Votar em Dilma é votar no Sarney”.

O que Zé Reinaldo e o pedetismo-tucano não conseguem apreender é que o país atravessa um processo de republicanização. E se o mesmo não ocorre no Maranhão é por inteira responsabilidade dessa turba que tem no anti-sarneismo um habeas corpus preventivo.

O presidente Lula não fez o governo dos meus sonhos. Mas, o país constituiu um modelo econômico de desenvolvimento com distribuição de renda, ampliou e garantiu direitos sociais.

Dilma Rousseff também não fará o governo dos meus sonhos. Porém, é somente com Dilma presidente que teremos as melhores condições para seguirmos avançando no caminho da construção de um Brasil justo, solidário e soberano.

# , , , ,

26|mai|12:03

FLÁVIO DINO E A VITÓRIA DO POSSÍVEL

por Márcio Jerry*

Há um espaço político no estado que, em linhas gerais, resulta de um lado, do enfraquecimento da longa hegemonia da família Sarney, derrotada pelo voto popular em 2006 e reconduzida ao comando do Maranhão por decisão judicial em 2009; e de outro, pela frustração com o curto período governado pelo bloco liderado pelo PDT com forte presença do PSDB. É nesse contexto que se formou e ganhou destaque a forte liderança do deputado federal Flávio Dino, pré-candidato ao governo do campo democrático e popular.

O sentimento de renovação e mudança é visível na população e atestado em pesquisas. Cerca de 62% do eleitorado manifesta-se claramente predisposta a apostar num projeto capaz de arejar a cena política maranhense e conduzir o estado a um outro patamar de desenvolvimento.

Existe, ademais, um desejo difuso de alternância democrática. Afinal, desde 1965, exceto um curto período, o governo foi exercido por membros da família Sarney ou por seus aliados políticos. “É a hora da renovação e da mudança”, escuta-se por todos os cantos do Maranhão.

A pré-candidatura de Flávio Dino representa também uma alternativa local no jogo político nacional, dada a necessidade de se oferecer à candidatura presidencial de Dilma Rousseff (PT) um palanque com espaço para os movimentos sociais e os setores progressistas da sociedade que não se alinham, nem votam, na candidatura de Roseana Sarney, que também apoia Dilma. É uma candidatura, portanto, que reforça a de Dilma no Maranhão e o faz naquilo que está no centro estratégico dos desafios presentes e futuros: fortalecer a esquerda no bloco de sustentação do futuro governo.

A pré-candidatura de Flávio Dino iniciará a campanha em julho ostentando índice de intenção de voto superior a 20%, portanto com um imenso ativo político a ser explorado e transformado numa imensa, vigorosa e apaixonante onda vermelha capaz de ir ao segundo turno e à vitória final. A conclusão não deriva de uma avaliação abstrata, espontaneísta, mas está calcada na leitura do que as pesquisas apontam e, sobretudo, no entusiasmo que o nome de Flávio Dino desperta em amplos e variados setores sociais.

Por isso tudo é que se acentua a importância estratégica da aliança com o PT, já que se trata claramente de reforçar um projeto democrático e popular, eleitoralmente viável e capaz de liderar a realização de mudanças profundas num estado que, a despeito das potencialidades naturais, amarga os piores indicadores sociais de todo o país. Como se sabe, o encontro estadual do PT decidiu caminhar ao lado de seus aliados históricos PCdoB e PSB em torno da candidatura de Flávio Dino. Mas os que foram derrotados insistem em alinhar o partido ao PMDB e à candidatura de Roseana Sarney, que tentará em outubro um mandato para governar o Maranhão pela quarta vez.

A batalha do Maranhão em 2010 será entre o passado e o futuro, o moderno e o arcaico, o novo e o velho, a republicanização e a patrimonialização, entre um Maranhão forte e justo e outro atrasado e injusto. O PCdoB e seus aliados estão convictos de que está em curso uma batalha que poderá mudar profundamente os destinos do Maranhão. E desde já há nessa batalha muitos sinais de vitória.

*Presidente do Comitê Municipal do PCdoB de São Luís e coordenador da campanha Flávio Dino

# , , , , ,
Página 1 de 212
>>>>>>>>

Copyright © Itevaldo Jr - Todos os direitos reservados
| Login »