poder
e política

21|abr|06:21

Deem uma lida na Resolução nº 23.400 do TSE

Resolucao 23400

Escrevinhadores leiam as normas e resoluções do Tribunal Superior Eleitoral para as eleições 2014.

Façam a leitura mesmo que vocês escrevinham tão somente por inépcia ou por brincadeira.

Acesse aqui todas as normas e resoluções do TSE: http://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2014/normas-e-documentacoes-eleicoes-2014

E a Resolução nº 23.400 pode ser lida aqui: http://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2014/normas-e-documentacoes/resolucao-no-23.400

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4|fev|21:28

Rádio de Roberto Rocha contrata pesquisa eleitoral, e ele ganha em todos os cenários

Pesquisa Radio Ribamar

A Rádio Ribamar Ltda (Rádio Capital AM), que tem como sócio o vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha (PSB), contratou a pesquisa eleitoral do instituto Data M, em que ele vence em todos os cenários que aparece na disputa: tanto para o cargo de governador quanto para o de senador.

A Rádio Ribamar Ltda (Rádio Capital AM) pagou R$ 25 mil ao instituto Data M pelo levantamento. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com o protocolo nº 003/2014.

Num cenário para o governador, em que Roberto Rocha disputa a eleição com Luis Fernando (PMDB), o socialista aparece com 23,5% contra 22,6% do peemedebista.

roberto 1

Sabe-se lá a razão que levou o socialista a se colocar na disputa pelo governo.

Para o Senado, Rocha aparece em quatro cenários.

No primeiro, disputa com Roseana Sarney (PMDB) e o deputado Domingos Dutra (SDD). Rocha ficou com 25,2% seguido por Roseana com 20,7% e Dutra com 20%.

roberto2

No cenário dois, é colocado na disputa com Gastão Vieira (PMDB) no lugar de Roseana. Rocha aparece com 26,1% contra 19,7% de Dutra e 13,4% de Gastão.

Já no confronto direto entre Roseana Sarney e Roberto Rocha, o levantamento mostra Rocha com 38,8% e Roseana com 21%.

Outro cenário de confronto direto, Rocha aparece com 36,4% contra 16,9% de Gastão Vieira.

roberto3

Pela pesquisa do instituto Data M, o socialista Roberto Rocha poderia ser tanto governador quanto senador. Só falta combinar com o eleitor.

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5|jan|08:25

Pequenas lições para 2014

Artigopor Gaudêncio Toquarto*

O ano que se inicia será um dos mais competitivos das últimas décadas. Principalmente na esfera da política. As razões apontam para o esgotamento do nosso modelo de fazer política, a partir de velhas práticas de campanhas eleitorais.

O desenho é carcomido pela poeira do tempo: são raros os perfis identificados com mudanças; formas de cooptação eleitoral inspiram-se nos eixos históricos do fisiologismo e do corporativismo, sendo tênue o engajamento do eleitor pela via doutrinária; os eleitos, de forma geral, acabam se distanciando das bases, deixando de lado compromissos assumidos; a representação parlamentar, em razão do poder quase absoluto do presidencialismo, torna-se deste refém, obrigando-se a repartir com o Poder Executivo funções legislativas; em decorrência da ausência de programas doutrinários, imbricam-se interesses de lideranças e partidos, não se distinguindo diferenciais entre eles, condição essencial para qualificar o voto. A impressão final é de que o retrato desfigurado está a merecer urgente retoque, se não em todas as nuances da moldura, ao menos em partes que ofereçam aparência asséptica ao edifício político. Fichas-sujas, por exemplo, não podem continuar no mapa eleitoral.

Os ingredientes que entrarão na composição da nova tintura hão de absorver a química de setores e categorias mais participativas, exigentes e dispostas a enfrentar a resistência de defensores de obsoleta arquitetura política. É oportuno lembrar que o corte da pirâmide social não mais se assemelha a um triângulo estático. Os lados que o integram, a partir da base, mostram-se dispostos a sair da letargia, depois de décadas convivendo com a batelada de vírus políticos. Os movimentos sociais e a ocupação das ruas, no ano que findou, sinalizam a intenção de reencontrar o tempo perdido. A coletividade parece descer do céu da abstração para ser uma força na paisagem, fazendo valer sua determinação, princípios e valores voltados para qualificar a vida política.

O curto dicionário abaixo poderá servir de baliza para milhares de candidatos na tentativa de aprimorar suas relações com a comunidade nacional.

Estado e Nação - O Estado, infelizmente, está bastante distante da Nação com que os cidadãos sonham. A Nação é a Pátria que acolhe os filhos, que se irmana na fé e na esperança de um futuro melhor; é o hábitat onde as pessoas constroem os pilares da existência, constituem o lar, prezam antepassados, cultivam tradições. O Estado é a entidade técnico-jurídica, com seu arcabouço de Poderes, pressionada por interesses díspares e dividida por conflitos. Aproximar o Estado da Nação, formando o espírito nacional, constitui a missão basilar da política. Essa meta precisa ser o centro da agenda do homem público.

Representação – A representação política é missão, não profissão. É a lição de Aristóteles. Resgatar o verdadeiro papel da política – trabalhar pela polis – significa clarificar o papel do representante, as demandas das comunidades, as soluções para a melhoria dos padrões da vida social. A política não é um balcão de negócios. As angústias urbanas expandem-se na esteira do crescimento populacional. As periferias não constituem massa de manobra para exploração por siglas, líderes popularescos e oportunistas. Carecem de ações de efeito duradouro, não de quinquilharias e coisas improvisadas. Migalhas poderão alimentar o povo por certo tempo, nunca por todo o tempo. Um representante do povo se preocupa com metas, programas permanentes, medidas estruturantes.

Identidade - A identidade é a coluna vertebral de um político. É a soma de sua história, de seu pensamento, de suas percepções e de seus feitos. Um erro, que o tempo corrigirá, é construir a imagem incongruente com a identidade. Camadas exageradas de verniz corroem perfis. Dizer a verdade dá credibilidade. Os novos tempos condenam a hipocrisia, a simulação. Corretos são conceitos como lealdade, fidelidade, coerência, sinceridade, honestidade pessoal e senso do dever.

Discurso – O discurso deve abrigar propostas concretas, viáveis, simples. E, sobretudo, factíveis. A população dispõe de entidades que a representam. Resta ao político procurar tal universo. O povo quer um discurso sincero. Promessas mirabolantes, planos fantásticos, obras faraônicas, de tão banalizadas, já não despertam interesse. Até as monumentais arenas esportivas entram na lista de suspeições.

Grito das ruas – O grito das ruas faz-se ouvir nos espaços dos Poderes em todas as instâncias. Expressam a vontade de uma nova ordem social e política. Urge abrir os ouvidos e a mente para interpretar o significado de cada movimento. Quem não fizer esse exercício sairá do cenário. Uma linguagem comum se forma nos centros e nos fundões do País. O povo sabe distinguir oportunistas de idealistas.

Sabedoria – Sabedoria não significa vivacidade. Mescla aprendizagem, compromisso, equilíbrio, busca de conhecimentos, capacidade de convivência, racionalidade. Não é populismo. “Espertos” que procurarão vender gato por lebre poderão ser cozidos no caldeirão do voto.

Transparência – A era do esconderijo está agônica. Esconder (mal)feitos é um perigo. A corrupção, mesmo dando sinais de sobrevida, é atacada em muitas frentes. Grandes figuras foram (e continuarão a ser) punidas. Denúncias sobre negociatas agora são objeto da lupa dos sistemas de controle. O público e o privado começam a ter limites controlados.

Simplicidade - Despojamento, eis um apreciado conceito. Lembrem-se do papa Francisco. Ser simples não é pegar crianças no colo, comer cachorro-quente na esquina ou gesticular para famílias nas calçadas. A simplicidade está no ato de pensar, dizer e agir com naturalidade. Sem artimanhas nem maquiagens.

Lição final do filósofo e sociólogo José Ingenieros: “Cem políticos torpes, juntos, não valem um estadista genial”.

*Gaudêncio Toquarto é jornalista, professor titular da USP. Texto publicado originariamente na edição deste domingo do jornal O Estado de São Paulo.

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