poder
e política

31|dez|05:47

Feliz 2014

2014 feliz sem goleiro

Que em 2014 sejamos campeões da PAZ, da CIDADANIA, da IGUALDADE, da SOLIDARIEDADE, da JUSTIÇA SOCIAL e da DIGNIDADE HUMANA.

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30|dez|06:15

Qual esquerda?

Artigopor Michael Löwy*

Há dois tipos de esquerda na França e na Europa, que não são apenas diferentes, mas irreconciliáveis.
A primeira é a esquerda oficial, institucional, representada por certos governos de centro-esquerda – na França, por exemplo – e pelos grandes partidos de centro esquerda. Quer esses governos e partidos sejam « honestos » ( ?) ou corrompidos, partidários do « crescimento » ou da « austeridade », social-liberais ou neoliberais, eles não representam mais do que variantes da mesma política, a do sistema.

Como seus adversários de centro-direita – com os quais frequentemente governam em (Grécia, Alemanha, Itália) – sua política é a do capitalismo globalizado. Uma política que perpetua e agrava as desigualdades, que perpetua e acelera a destruição do meio ambiente, que conduziu à presente crise econômica e que conduzirá, em algumas décadas, a uma catástrofe ecológica.

Mas existe também outra concepção de esquerda : aquela da esquerda radical. « Esquerda » significa aqui combate permanente contra a desigualdade, a injustiça, a dominação, em defesa da criação de uma comunidade política livre e igualitária.

O ponto de partido dessa outra política de esquerda é a « indignação ». Celebrando a dignidade da indignação e a incondicional recusa da injustiça, Daniel Bensaïd escreveu : « A corrente fervente da indignação não é solúvel nas águas mornas da resignação consensual. (…) A indignação é um começo. Uma maneira de se erguer e se por a caminho. Nós nos indignamos, nos insurgimos, e depois vemos o que fazer » (1)

Sem indignação nada de grande, de profundo, se fez na história humana. Para dar um exemplo recente, o movimento zapatista de Chiapas, México, começou em 1994 com um grito : Basta ! Mas o mesmo vale para a Primavera Árabe, para a revolta dos Indignados na Espanha e na Grécia, para o movimento Occupy Wall Street, para as jornadas de junho no Brasil. A força dessses movimentos vem, em primeiro lugar, desta negatividade radical, inspirada por uma profunda e irredutível indignação. Se o pequeno panfleto de Stéphane Hessel, « Indignez-vous ! », teve tanto sucesso é porque ele correspondia ao sentimento profundo, imediato, de milhões de jovens, de excluídos e oprimidos pelo mundo.

A radicalidade dessas revoltas resulta, em larga medida, dessa capacidade de insubmissão, dessa disposição inegociável a dizer : Não ! Os críticos oportunistas e os medios de comunicação insistem fortemente no caráter excessivamente « negativo » desses movimentos, em sua natureza « puramente » contestatória e na ausência de proposições alternativas « realistas ». É preciso recusar categoricamente essa chantagem : mesmo que esses movimentos não tenham uma proposição a fazer – e eles têm ! -, sua indignação e revolta não serão menos justificáveis.

O outro ingrediente da esquerda, no melhor sentido – ou seja, plebeu – do termo, é a utopia. O sociólogo Karl Mannheim cunhou uma definição « clássica » de utopia, que ainda hoje é a mais pertinente que temos : todas as representações, aspirações ou imagens de desejo, que se orientam na direção da ruptura da ordem estabelecida e exercem uma « função subversiva » (2).

Sem indignação e sem utopia, sem revolta e sem isso que Ernest Bloch chamava de « paisagens do desejo », sem imagens de um outro mundo, de uma nova sociedade, mais justa e mais solidária, a política de esquerda torna-se mesquisa, vazia de sentido e oca.

Notas
(1) D. Bensaïd,  Les irréductibles.  Théorèmes de la résistance à l’air du temps,   Paris, Textuel,  2001,   p. 106.
(2) K.Mannheim,  Ideologie und Utopie,  1929,  Francfort,  Verlag G.Schulte-Bulmke,  1969,  pp. 36,  170.

*Michael Löwy pensador marxista, trabalha como diretor de pesquisas do Centre National de la Recherche Scientifique. Texto publicado originariamente no site Carta Maior

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26|dez|07:34

Órfãos do Judiciário

Artigopor José Casado*

O Tribunal de Justiça do Paraná acaba de renovar sua frota de automóveis. Comprou 80 novos para os juízes. Enquanto isso o fórum de Curitiba, frequentado pelo público, continua sendo um local “insalubre” — na definição da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça.

No tribunal de Goiás, cada desembargador possui 13 servidores públicos à disposição. O fórum tem metade disso, embora o volume de processos seja oito vezes maior.

Em Minas Gerais, construiu-se um palácio para a Justiça estadual, em “L”, com torres de 11 andares e seis subsolos, 1.597 vagas de estacionamento, 16 plenários, lojas, salão para eventos e quatro auditórios — além de um exclusivo para os 25 desembargadores.

Quando questionados, os magistrados responderam: “Considerando a área total a ser construída (de 138.164,61 metros quadrados), temos um valor de R$ 2.600 por metro quadrado. O custo do prédio do Tribunal Superior Eleitoral (em Brasília) é de R$ 2.800 por metro quadrado.”

Desde os anos 90, os juízes dos tribunais superiores e estaduais parecem empenhados numa espécie de competição imobiliária: a cada novo prédio que mandam construir, suas salas de trabalho ficam mais amplas. O projeto do Conselho da Justiça Federal, em Brasília, chegou a prever gabinete de 650 metros quadrados.

As mordomias no Judiciário proliferam, mas em velocidade menor que a insatisfação do público pagante. Basta olhar para os juizados de primeiro grau, onde estão oito em cada dez processos: 2013 vai terminar com 70% deles parados, sem resolução, segundo informa o Conselho Nacional de Justiça.

Seriam necessários cinco anos para solucioná-los, desde que os fóruns não recebessem um único novo processo.

O Brasil avança na consolidação de um Judiciário confinado em palácios, recheados de cargos adornados por mordomias, e a cada ano mais distanciado da maioria da sociedade, que permanece sem o direito de acesso à Justiça.

É um país com 770 mil advogados, mas apenas 5.500 defensores públicos. São 311 advogados para cada 100 mil habitantes e apenas 3,9 defensores no mesmo universo. Os poucos defensores existentes atendem 90% da população.

Na prática, o Estado capturou a máquina judicial e a transformou em instrumento de ação contra a sociedade. É nos tribunais que União, estados e municípios fazem seu efetivo controle de caixa sobre as principais despesas — aposentadorias e precatórios, entre outras contas.

Ágeis na percepção das mutações nas instituições, as empresas privadas há muito tempo saíram desse circuito e optaram pela solução de controvérsias em tribunais informais, os da mediação.

Órfãos ficaram oito em cada dez brasileiros que sobrevivem com até três salários mínimos mensais. Não têm quem os defenda — principalmente, contra o Estado. Quando encontram um defensor público, geralmente sobrecarregado, precisam entrar na fila e contar os dias no calendário da burocracia, que gasta 15 dias para adicionar uma petição a um processo.

Com sorte, talvez levem apenas dez anos frequentando as estatísticas de “congestionamento” do Judiciário. Mas podem atravessar uma vida inteira, se o processo for contra o Estado brasileiro por causa de um crédito judicialmente reconhecido como válido, mas com pagamento protelado por sucessivos governos — os provedores das verbas que sustentam as mordomias nos palácios.

*José Casado é colunista do jornal O Globo.

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23|dez|12:27

Projeto ES EM CENA no palco do Teatro Alcione Nazareth em janeiro

Insone Grupo Z - Luara Monteiro 05

Com o patrocínio do Ministério da Cultura, o projeto “ES EM CENA” acontece de 08 a 12 de janeiro em São Luís.  Todas as atividades serão realizadas, com entrada gratuita, no Teatro Alcione Nazareth.

Na programação, será possível assistir a espetáculos teatrais capixabas e ainda participar de debates com os artistas envolvidos, onde serão apresentados o histórico de cada grupo participante e reflexões sobre os processos de criação de suas obras.

O festival, que teve sua estreia em outubro de 2012 em Salvador, passará ainda por mais cinco capitais brasileiras: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba e Brasília. Por meio de uma série de espetáculos teatrais, o projeto tem por objetivo principal difundir as iniciativas culturais de artistas do estado do Espírito Santo em âmbito nacional. Os espetáculos integrantes do projeto foram selecionados através de uma curadoria, estabelecida em uma parceria da Secult (Secretaria de Cultura do Estado do Espírito Santo) com a WB Produções. Foram contemplados, para a 1ª edição do projeto, 5 espetáculos, de companhias teatrais diferentes

A mostra “ES EM CENA” conta com os benefícios da Lei Federal de Incentivo à Cultura e realização da WB Produções.

O PASTELAO E A TORTA - FOLGAZOES - foto DIEGO SA - 26FestInvSaoJoaodelRei 03

 

Fotos:

Imagem 1/ Insone – Grupo Z – Luara Monteiro

Imagem 2 / O Pastelão e a Torta – Folgazoes – Diego Sá

PROGRAMAÇÃO

08 de janeiro de 2014 – (Quarta-feira) – 20h

  • Grupo Folgazões

Espetáculo: O Pastelão e a Torta

A peça, uma farsa medieval encenada utilizando-se da linguagem de commedia dell’arte, traz no elenco os atores Wyller Villaças, Vanessa Darmani, Duílio Kuster e Foca Magalhães. A obra adaptada é dirigida coletivamente pelos integrantes, com enredo que narra as aventuras e desventuras de dois mendigos, Julião e Balandrot, em busca de um suculento pastel e de uma apetitosa torta que são vistos na janela do casal de pasteleiros Joaquim e Marieta. Esteticamente, o espetáculo é fruto de uma fusão de várias linguagens que estão presentes no processo de pesquisa e treinamento permanente do grupo, como a comicidade, a música e o teatro popular. Esta montagem já foi encenada em festivais nacionais e internacionais. Em agosto deste ano, representou o Brasil em dois festivais latino-americanos de teatro realizados na Colômbia.

09 de janeiro de 2014 – (Quinta-feira) – 20h

  • Grupo Z

Espetáculo: Insone

Em Insone, o Grupo Z de Teatro dá prosseguimento às suas investigações acerca dos três eixos que norteiam seu trabalho: o desenvolvimento de dramaturgia própria, o corpo como instrumento de criação, o uso de espaços diversos. O espetáculo, que se utiliza da linguagem da dança-teatro, não tem uma narrativa linear, não conta uma história. Antes, debruça-se sobre os estados de sono e vigília, os sonhos, pesadelos e a insônia, mostrando o homem contemporâneo entre a sua necessidade de descanso e repouso e as exigências de um mundo cada vez mais veloz, vertiginoso.

 

10 de janeiro de 2014 – (Sexta-feira) – 20h

  • Grupo Gota, pó e Poeira

Espetáculo: Estórias de um povo de lá

Livremente inspirado nos contos de Guimarães Rosa, o espetáculo retrata histórias de pessoas que podem estar aqui e lá em seus anseios, obstáculos, religiosidade e esperanças. “Estórias de um povo de lá” apresenta logo em sua abertura um prólogo com fragmentos de textos que contemplam o universo de Guimarães Rosa, seguindo depois para três pequenas histórias. A primeira narrativa é centrada na viagem de avião de  um menino ao interior onde se construía uma grande cidade;  lá ele se encanta pela natureza e pela figura de um peru, conhecendo também duros aspectos da realidade. A segunda trata da história de uma menina isolada em seu mundo e que de repente  consegue materializar todos os seus desejos, a maioria coisas simples e comuns, o que a faz diferente na visão da família e parentes. A terceira narrativa mostra a partida de um pai que vai habitar o rio, dentro de uma canoa, criando várias versões para sua partida. A família, composta pela mãe, dois meninos e uma menina, busca explicações para aquela atitude. A montagem reúne literatura, teatro e música, e os atores se revezam em diversos personagens.

 

11 de janeiro de 2014 – (Sábado) – 19h

  • Cia Repertório

Espetáculo: Bernarda, por detrás das paredes

“Bernarda, por detrás das paredes” é uma colagem dos textos “A casa de Bernarda Alba”, de Federico García Lorca e “Arte poética”, de Aristóteles. Bernarda é uma matriarca dominadora que após a morte de seu segundo marido decreta um luto de oito anos, enclausurando em casa suas cinco filhas. Em um jogo cênico musical, os atores manipulam seus corpos para criar e destruir nove personagens que duelam suas expectativas como em uma arena de touros.

 

12 de janeiro de 2014 – (Domingo) – 19h

  • Cia Teatro Urgente

EspetáculoMefisto

Artista vive a tragédia de vender a cabeça para o Estado. Cenas de teatro-dança e vídeo mapping em live performance que fazem referência às obras: Mephisto, de Klaus Mann, Fausto de Goethe e à coreografia homônima de Magno Godoy (1987).

 

DESAVISO:Todos os espetáculos do” ES EM CENA” são gratuitos com retirada de ingressos na bilheteria do teatro (sujeito à lotação do espaço).

Debates: Logo após as apresentações, acontecerão os debates com os atores que falarão sobre o grupo e sobre a concepção do espetáculo.

 

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20|dez|06:39

Elas comandarão a Justiça estadual

191213 Cleonice Freire (C), Nelma Sarney (D) e Anildes Cruz (E) estarão no comando do Judiciário no biênio

É a primeira vez que a mesa diretora do Judiciário estadual será comandado por três mulheres. As desembargadoras foram eleitas para o biênio que vai de dezembro de 2013 a dezembro de 2015. Elas tomam posse hoje às 10h, na sede do Fórum de São Luís.

18|dez|07:32

Maranhão tem pior acesso à Justiça do País, diz estudo do Ministério da Justiça

IAJ 1

O Atlas do Acesso à Justiça estudo divulgado nesta semana, pelo Ministério da Justiça aponta o Maranhão é o estado brasileiro em que a população tem maior dificuldade para acessar o Judiciário.

O Índice Nacional de Acesso à Justiça (Inaj) leva em consideração uma série de informações como o número de profissionais e unidades da Justiça (como instâncias do Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, etc.) e serviços extrajudiciais, como delegacias, para quantificar a dificuldade da população para ter acesso à Justiça, em uma escala que varia de 0 a 1.

O Maranhão além de ocupar o último lugar no Inaj, também tem os piores índices na relação juízes/ população; advogados por habitantes e operadores por população (veja os gráficos abaixo).

No Atlas do Acesso à Justiça, os cidadãos podem ter acesso a informações como o número de defensores públicos, magistrados, promotores, procuradores e advogados que há em cada Estado do País.

Segundo o Ministério da Justiça, o Inaj foi criado a partir de dados públicos que os órgãos de Justiça disponibilizam. Os indicadores e dados servirão de base para a formulação de políticas e ações de melhoria do sistema de Justiça brasileiro.

IAJ 4_juizes

 

IAJ 2_advogados

IAJ 3_operadores

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