poder
e política

30|dez|10:38

MAX BARROS SETE VEZES NA PESQUISA DA AMOSTRAGEM

Jornalismo não pode se basear em desinformação e achismo. No jornalismo local – principalmente na cobertura política – tem muito achismo, travestido de jornalismo analítico.

Fui surpreendido com a postagem ” Amostragem vê Edivaldo Holanda Jr. como melhor opção a Flávio Dino…“, no blog do Marco D’Eça, onde ele afirma que “os números do Amostragem, contratados pelo PCdoB, foi publicado hoje por Itevaldo Júnior, e está no site do partido vermelho.org.br. Em apenas um cenário o instituto incluiu o candidato do PMDB, Max Barros, que alcança 6,17%“.

Não é verdade que o candidato peemedebista Max Barros figura somente em um cenário. As imagens [acima e abaixo] extraídas do relatório da pesquisa do Instituto Amostragem, traz o secretário estadual de Infraestrutura, em sete cenários na pesquisa estimulada.

Max Barros tem o seu melhor resultado quando disputa com o João Castelo (PSDB) e o ex-prefeito Tadeu Palácio (PP),e alcança o patamar de 16,67 pontos percentuais. E o seu pior desempenho é no confronto com Flávio Dino (PCdoB) e Castelo, quando o peemedebista fica nas casa dos 6,17 pontos percentuais.

Além deste blog, o jornalista Gilberto Léda fez várias postagens sobre a pesquisa do Instituto Amostragem. Creio que tanto eu quanto Léda fizemos o caminho mais óbvio do jornalismo: ligar para as fontes, pedir os números da pesquisa, cruzar os dados, ouvir fontes qualificadas, enfim, o elementar do jornalismo.

O blog assegurará sempre o direito – legítimo – dos neófitos e dos arrogantes de dizerem “o que acham“. Porém, aqui neste blog, jornalismo jamais se confundirá com achismos e achadismos. Simples assim.

DESAVISO: O jornalista Gilberto Léda fez bons textos sobre os indícios de fraude na pesquisa do Instituto Exata contratada pelo prefeito João Castelo. Segundo Léda aliados de Castelo teriam adulterado os números da pesquisa.

 

 

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28|dez|16:08

“CASTELO NÃO MERECE SER REELEITO”, APONTA PESQUISA

As pesquisas realizadas ao longo do ano pelo Instituto Amostragem revelam que na avaliação do eleitorado o prefeito João Castelo não merece ser reeleito. Em maio eram 75,33% que o consideravam desmerecedor de um novo mandato; em setembro o índice era de 70,5%; e agora em dezembro de 62,83%. A avaliação inclui até parte dos que se consideram eleitores do atual prefeito.

O índice de rejeição de João Castelo também se manteve estável durante todo o ano num patamar elevado e ligeiramente crescente. Em maio era de 48%, em setembro foi a 48,83% e agora em dezembro é de 49%. “Castelo perdeu uma parte considerável do seu eleitorado considerado cativo, aí na casa dos 30%”, opina um experiente marqueteiro ouvido ontem à noite pelo blog.

A predisposição de voto em Castelo também é negativa. Em maio 55,5% dos eleitores diziam que não havia nenhuma chance de votar nele. Em setembro o índice foi a 60,67% e em dezembro foi de 57,17%.

“Juntando várias informações que saem das pesquisas é razoável se concluir que são mínimas as chances do prefeito João Castelo reverter a situação. É um candidato frágil a ser batido na campanha”, arremata o marqueteiro.

27|dez|12:25

SÃO LUÍS: UM ESPAÇO A ESPERA DE UM CANDIDATO*

Dizem que pesquisas eleitorais são um retrato do momento. Essa frase revela só uma parte da verdade. Elas são o retrato do instante,  e mais do que isso, nos permitem colocar luzes sobre o futuro, desenhar cenários que ainda são embrionários.

A pesquisa realizada pelo Instituto Amostragem no mês de dezembro sobre cenários envolvendo a eleição municipal de São Luis confirma algo que todos os levantamentos feitos ao longo desse ano já mostraram: um amplo favoritismo de Flávio Dino (PCdoB), que aparece com 58%, contra 21% do atual prefeito João Castelo (PSDB) e 6% de Max Barros (PMDB),  candidato ungido pela governadora Roseana Sarney.

Mas também mostra que mesmo sem Flávio Dino, as condições de vitória tanto de Castelo quanto de Max Barros são muito difíceis, e que existe um generoso espaço eleitoral a espera de um candidato que represente em São Luis o mesmo discurso que Flávio Dino representou nas duas últimas eleições.

A administração de João Castelo tem hoje 23% de ótimo e bom, contra 36% de ruim e péssimo. A literatura especializada afirma que um candidato competitivo a reeleição deve ter pelo menos 45% de ótimo e bom. Seu governo não é aprovado por 55% dos eleitores, e quando indagados se Castelo merece ou não merece ser reeleito, 62% respondem não, contra 33% que respondem sim. E para completar,Tadeu Palácio (PP) é considerado melhor prefeito para 45% dos entrevistados, contra 36% que consideram que a administração Castelo é melhor que sua antecessora. Ou seja, além da sua administração ter índices ruins, existem todos os indícios de que se cristalizou uma imensa rejeição pessoal a Castelo, que inviabiliza suas chances eleitorais. Fenômeno muito parecido com a ex-governadora Yeda Crusius, que em 2010 no Rio Grande do Sul conseguiu recuperar um pouco os índices de seu governo, mas mesmo assim não cresceu ao longo de sua campanha a reeleição em razão de uma rejeição muito forte cristalizada na sua figura pessoal.

Nos cenários em que Flávio Dino não está presente, Max Barros varia entre 11% e 16% das intenções de voto, após seis meses de exposição na mídia depois de ter sido escolhido como o candidato da governadora Roseana. Se pensarmos que se trata de um nome ainda pouco conhecido, o resultado é razoável. O problema é a natureza de sua candidatura. O governo Roseana, razão de existir da candidatura Max Barros, tem 28% de ótimo e bom contra 39% de ruim e péssimo, 36% de aprovação contra 58% de não aprovação, e o que é pior, diante do apoio de Roseana a Max Barros, 10% afirmam que “votam com certeza” nesse candidato, contra 68% que afirmam “não votar de jeito nenhum”. Trata-se, hoje, de um clássico “apoio âncora”, que Max Barros jamais poderá renunciar ou esconder na campanha eleitoral.

Nos três cenários publicados sem Flávio Dino, Edivaldo Holanda Jr. aparece em primeiro lugar com 34%. Eliziane Gama e Tadeu Palácio aparecem ambos com 22%, atrás de Castelo(que varia entre 33% e 34%) e Max Barros (15% e 16%). Ou seja, classificados para o segundo turno contra o atual prefeito, que como já vimos, se por um lado tem uma base suficiente para tentar chegar ao segundo turno, por outro tem um teto baixo demais, que dificulta sua vitória no segundo turno.

Mais importante para esses candidatos, entretanto, é outra questão da pesquisa: 48% dos entrevistados preferem eleger um prefeito que representa as ideias de Flávio Dino,  21% um Prefeito que dê continuidade a obra de Castelo, e só 15% dos entrevistados preferem um candidato que represente o governo Roseana.

Hoje, Edivaldo Holanda Jr, Eliziane Gama e Tadeu Palácio aparecem na pesquisa com aquilo que tem de capital político e eleitoral próprio, sendo que nenhum deles nesse período apareceu na mídia de maneira tão constante como Castelo e Max Barros. Se a aliança entre os candidatos não alinhados nem a Castelo nem a Roseana for efetivamente equacionada, o candidato escolhido entrará em campanha como representante não só de si mesmo, mas de um projeto, e principalmente terá ao seu lado aquele que parece ser o maior cabo eleitoral desse processo: Flávio Dino. Ou seja, ele enfrentará adversários com fatores de rejeição altíssimos, eterá um amplo espaço político para crescer, exatamente como aconteceu em 2010, quando Flávio entrou na campanha com 8%, e saiu com 30% dos votos no estado do Maranhão.

O tempo em que as eleições se resolviam só com a máquina clientelista está acabando no Maranhão. Basta ver as dificuldades que Roseana teve para se reeleger, apesar do contexto de absoluta disparidade de recursos que ela tinha a seu favor,comparados com a campanha de Flávio Dino. O domínio da máquina é importantíssimo, mas não é tudo, não resolve mais por si só o jogo. Esse é um fato sociologicamente inevitável: a sociedade brasileira se moderniza há duas décadas, esse processo ao longo do tempo chega a todos os seus cantos, alterando também o padrão de comportamento político das pessoas, mesmo nas regiões menos desenvolvidas.

Hoje, não se sabe de Flávio será ou não candidato. Mas, se não o for, estará aberto um espaço generoso para uma candidatura alternativa a Castelo e a representação de Roseana, conectada a onda que se iniciou em 2010. Espaço que pode ser ocupadopor Edivaldo Holanda Jr, Eliziane Gama, Tadeu Palácio ou Roberto Rocha, este se equacionar a divisão interna no seu partido. Resta ver se os partidos vão conseguir entender isso, e se alguém vai se habilitar.

* O texto acima é uma avaliação anexa que consta do relatório da pesquisa realizada de 9 a 11 de dezembro de 2011, pelo Instituto Amostragem.

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27|dez|05:51

PESQUISA MOSTRA FLÁVIO DINO COM 58% DAS INTENÇÕES DE VOTO E CASTELO COM 21%

Se a disputa pela Prefeitura de São Luís fosse agora e os candidatos fossem Flávio Dino (PCdoB), João Castelo (PSDB) e Max Barros (PMDB) o candidato do PCdoB levaria em primeiro turno com 58% das intenções de votos contra 21% de João Castelo e 6% de Max Barros. Em vários outros cenários testados na pesquisa o atual prefeito demonstra dificuldades em superar os adversários. Isso sobretudo porque a rejeição dele é de elevados 49%, conforme apurou a pesquisa do  Instituto Amostragem.

O levantamento foi feito pelo Instituto Amostragem nos dias 9, 10 e 11 deste mês. Foram ouvidas 600 eleitores em 71 bairros localizados em 11 regiões da cidade. A margem de erro é de 3,5% para mais ou para menos.

Sem Flávio Dino na disputa, os demais nomes ventilados como possíveis candidatos pelo campo oposicionista tem grandes chances de vencer o atual prefeito. O deputado federal Edivaldo Holanda Júnior (PTC), por exemplo, já aparece neste cenário com 34% contra 29,67% dados a Castelo. Os outros nomes ventilados também demonstram potencial para superar João Castelo na disputa

As dificuldades do prefeito João Castelo estão demonstradas nas respostas a vários questionamentos feitos na pesquisa. Para 63,17% dos entrevistados “as coisas estão na direção errada em São Luís”, ou seja, um clima predominante de pessimismo e reprovação. Em outra indagação realizada, 57,17% dizem que não há “nenhuma chance de votar em João Castelo”. E 62,83% dizem que o prefeito “não merece ser reeleito”.

Segundo turno – Num eventual segundo turno a pesquisa mostra Flávio Dino à frente de Castelo com 60% a 27,33%. Em outra simulação Edivaldo Holanda ficaria com 43,33% contra 34,33% de Castelo. Haveria empate técnico entre Castelo (38,33%) e Eliziane Gama(35,17%), bem como entre Castelo (37,5%) e Bira do Pindaré(35,5%). Castelo teria 39,5% contra 30% de Tadeu Palácio; e  38,67% contra 29,17% de Roberto Rocha. O índice dos que não sabem ou não quiseram responder sobre segundo turno ainda é elevado.

Leia sobre a pesquisa de setembro do Instituo Amostragem

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22|dez|09:38

ARNALDO MELO

A íntegra desse exemplo “humanitário e de justiça” pode ser lido na página 23 do Diário da Assembleia Legislativa, publicado na terça-feira, dia 20 de dezembro de 2011.

Renovo meus votos pelo pronto restabelecimento de Airton Abreu [meu amigo pessoal], ex-presidente da Cemar e ex-secretário de Turismo, do governo José Reinaldo Tavares.

Também torço por todos os maranhenses e brasileiros que estão em ‘franca recuperação’, no chão dos corredores dos hopistais públicos país afora.

Aos milhares de maranhenses e brasileiros anônimos os meus votos de coragem e que não lhes falte a solidariedade de todos os amigos.

Pobre, Arnaldo Melo.

Acesse aqui o Diário da Assembleia

DESAVISO: Arnaldo Melo é presidente da Assembleia Legislativa, está no sexto mandato consecutivo. É médico e sócio daClínica São Sebastião e da Maternidade e Casa de Saúde Nossa Senhora da Consolação. O blogueiro a quem Melo faz menção é César Bello.

DESAVISO 2Quando concluia esta postagem, recebo a notícia da morte do dileto amigo João Bosco Adelino de Almeida, aos 47 anos. Bosco era editor de arte do Correio Braziliense, ganhou dois Prêmios Esso na categoria Primeira Página. Ficamos amigos em meados dos anos 90. Fizemos algumas boas viagens a trabalho. Colecionava histórias sensacionais do jornalismo e de jornalistas. Foi idealizado por Bosco, o atual projeto gráfico de O Imparcial. Foi nesse período que nos encontramos as últimas vezes, juntamente com Toti Freire e Célio Sérgio (ambos de O Imparcial), em noites de botequins. Siga em PAZ camarada Bosco.

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21|dez|18:49

SUPREMO…

Regresso ao blog [sem abandonar as férias]. Retorno pela postagem abaixo ‘Calhou’ [repercutiu bem]. Volto para dividir os editoriais das edições de hoje dos três principais jornais brasileiros Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo e O Globo.

De O Estadão e O Globo [que não vende em São Luís] os editorais podem ser lidos conforme a edição do impresso. Na Folha como o jornal não permite o download [mesmo para assinantes da edição digital] o texto vai em doc.

A ideia é trazer à luz o que refletem os três principais jornais nacionais sobre o tema. Desejo apenas o bom debate. Abaixo extratos do caminho percorrido pelos editoriais.

FOLHA DE SÃO PAULO

Chicana no STF – Decisão do ministro Marco Aurélio Mello de suspender poderes do CNJ é mais uma demonstração de corporativismo no Judiciário [...]Leia a íntegra em Doc.

O GLOBO

A busca pelo equilíbrio – [...] O CNJ veio preencher grande vazio institucional, pois faltava de fato um organismo cobrar eficiência dos tribunai, sfazer valer a lei e também trabalhar no campo da ética. Mas não se pode mesmo permitir que o conselho seja uma espécie de Corte de exceção [...] leia a íntegra em PDF

O ESTADO DE SÃO PAULO

Retrocesso institucional – [...] Recentemente, os jornais noticiaram que a Corregedoria do TJ do Maranhão recebeu 120 representações contra juízes num só ano e não puniu nenhum deles. O mais escandaloso é que quase todos os procedimentos foram arquivados por decurso de prazo [...] leia a íntegra em PDF

Volto às férias e para a leitura de Ho-ba-la-la: a procura de João Gilberto (R$ 34,00), o livro do jornalista alemão Marc Fischer que apaixonou-se por João Gilberto e pela Bossa Nova, e numa narrativa à moda de uma história detetivesca, percorre o Rio de Janeiro tentando encontrar João.

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