poder
e política

30|mar|08:05

TRÊS ARTIGOS

Os artigos abaixo são de três camaradas. Ao meu modo, um trio de amigos meus. Reproduzo os textos enviados a mim por e-mail. Por eles ou por outros companheiros próximos. Os três discorrem sobre a cassação do governador Jackson Lago (PDT), aos seus modos.

Publico os textos, por serem bons textos. Quiçá ótimos textos. Os reproduzo porque gosto do debate. Do bom debate. Chico, Paulo e Zeca são bons nisso.

Tenho amigos que crêem e torcem pela cassação de Lago. Querem Roseana governadora de novo. O debate ainda que tardio está posto. O blog está aberto ao bom debate.

O voto e o sonho

Mais do que votar em Jackson Lago nas eleições de 2006, a maioria dos eleitores maranhenses se manifestaram tacitamente contra o domínio de um grupo sobre a vida e o destino de todos. Foi um voto contra o grupo Sarney.Os que votaram em Jackson Lago, movidos pelo desejo de mudança, têm toda razão em dizer que sarneismo sem Sarney não é o horizonte da esperança e nem das transformações políticas desejadas pela maioria.

Os que votaram contra o domínio da família Sarney têm o direito de defender o seu voto, a exemplo dos militantes dos movimentos de reforma agrária, direitos humanos e moradia, que hoje marcham em direção à capital. LEIA MAIS

Francisco Gonçalves, prof. do Departamento de Comunicação Social/ UFMA

 

O que eu tenho a ver com isso?

O que eu tenho a ver com o fato de Jackson Lago cometer irregularidade e eu ter o meu voto anulado? Com que direito anulam meu voto e me negam o direito de votar num candidato que não cometa irregularidade?

Não defendo o mandato de Jackson Lago. Defendo o meu voto, o legítimo direito de exercer minha cidadania. Se os votos dados a Jackson Lago são nulos, e foram maioria, não posso me conformar com falsas premissas jurídicas que servem para justificar a negação de meu direito de votar novamente.Se Jackson é cassado, que se eleja novo governador, para que os eleitores possam exercer o direito através do sufrágio direto, ou através de seus representantes. LEIA MAIS

Paulo Cruz Pereira, advogado.

 

Maranhão, engenhosa mentira

Sou maranhense. Nasci em São Luís, capital do Estado, no ano de 1966, mesmo ano em que o emergente político José Sarney assumiu o governo estadual, sucedendo o reinado soberano do senador Vitorino Freire, tenente pernambucano que se tornou cacique político do Maranhão, a dominar a cena estadual por quase 40 anos. De 1966 até os dias de hoje, são outros 40 anos de domínio político no feudo do Maranhão, este urdido pelo senador eleito pelo Amapá José Sarney e seus correligionários, sucedâneos e súditos, que gerou um império cujo sólido (e sórdido) alicerce é o clientelismo político, sustentado pela cultura de funcionalismo público e currais eleitorais do interior, onde o analfabetismo é alarmante. LEIA MAIS

Zeca Baleiro, cantor e compositor

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28|mar|05:40

VICE-PREFEITO DE ALTO ALEGRE DO PINDARÉ TEM ESPOSA NO BOLSA FAMILIA

Com renda mensal de R$ 5.965,00, o vice-prefeito do município de Alto Alegre do Pindaré, Francisco Gomes da Silva (PDT), o Edésio (foto), necessita do programa federal Bolsa Família para garantir o sustento da sua família.

O pedetista recebe R$ 5.500,00 como vice-prefeito e mais R$ 465,00 de aposentadoria como trabalhador rural. A esposa de Edésio, Maria do Socorro Nascimento Silva é beneficiaria do Bolsa Família.

O programa de transferência direta de renda é para beneficiar famílias em situação de pobreza (com renda mensal por pessoa de R$ 60,01 a R$ 120,00) e extrema pobreza (com renda mensal por pessoa de até R$ 60,00). Em março 4.142 famílias receberam o beneficio no município.

A dona de casa Maria do Socorro consta na lista dos beneficiários no município, nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2009. Período em que Edésio já estava na vice-prefeitura. Ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o vice-prefeito declarou possuir um patrimônio de R$ 55 mil.

Duas filhas do casal Veronica Nascimento Silva, 15 anos, e Suzana Nascimento Silva, 17 anos, aparecem como dependentes de Maria do Socorro, no programa social do governo. A filha mais velha reside e estuda em São Luis. Já, a família do vice-prefeito reside no povoado Auzilandia, a 40km da sede do município.

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27|mar|00:12

DO BLOG DO JOSÉ LUIZ ALMEIDA DE OLIVEIRA

O público fazendo a festa do privado – impunemente

“A verdade é que, hoje, como sempre, ninguém tem receio de ostentar, de demonstrar que enriqueceu no exercício de um cargo público. O dinheiro público faz a festa dos calhordas. Enquanto isso, os pobres continuam morrendo nas filas dos hospitais, pra ficar apenas no exemplo mais eloqüente – e mais revoltante, também.

O mais grave diante desse quadro é que o povo, anestesiado, parece que já não tem mais forças, provavelmente porque julgue que não tem a quem recorrer, pois até mesmo alguns membros do Poder Judiciário, que deveriam agir de forma exemplar, também exercem o poder de forma predatória, tirando o seu naco e incorporando-o ao seu patrimônio – ou de algum membro de sua família, na tentativa de furtar-se à ação fiscalizadora das raras instituições que ainda atuam eficazmente nessa área.”

Leia a íntegra do texto no BLOG DO JOSÉ LUIZ ALMEIDA

José Luiz Almeida de Oliveira é juiz titular da 7a Vara Criminal

26|mar|23:47

DO BLOG DO MARCO D’EÇA

Porquê Jerry Abrantes esconderia ter sido vítima de assalto com perdas de R$ 150 mil?

O radialista Domingos Ribeiro e o jornalista Décio Sá divulgaram hoje (ontem) que o sub-secretário de Comunicação do governo cassado de Jackson Lago (PDT), Jerry Abrantes, fora vítima de assalto, hoje (ontem) pela manhã, no qual perdera nada menos que R$ 150 mil em espécie.

De acordo com Sá, Jerry estava dentro do seu carro, no estacionamento de uma farmácia, no Turu, em companhia do filho, quando dois homens em uma moto o abordaram e levaram o dinheiro.

O próprio Abrantes confirma o assalto, mas tergiversa quanto ao valor levado. De acordo com a polícia – que confirmou as informações de Décio Sá e de Domingos Ribeiro – o pedetista tenta evitar que a história seja divulgada e até mesmo levada à investigação.

Algumas perguntas:

1 – De onde – e para o quê – alguém tiraria R$ 150 mil e carregaria dentro do próprio carro, em plena manhã de quinta-feira?

2 – Porquê, roubado, este alguém trabalharia não para recuperar a importância, mas para abafar a investigação e a divulgação, que poderiam chegar aos assaltantes?

O histórico de Jerry Abrantes pode levar a algumas conclusões:

Garoto pobre, ele chegou à universidade (UEMA, cursava Engenharia Civil), de onde nunca conseguiu sair porque cedo se envolveu no movimento estudantil.

Enriqueceu ao longo das administrações do PDT de Jackson Lago, onde ocupava, primeiro cargos de segundo escalão, depois postos na estrutura principal dos governos.

Foi sub-secretário e secretário municipal de trânsito nas gestões de Jackson Lago e Tadeu Palácio em São Luís.

Sempre mostrando forte capacidade financeira no serviço público, passou a gostar de esportes caros, como Rally e motocross. Anda em jipes Off-roads, de marcas poderosas como Troller e Land Rover.

Ligado a Aziz Santos, chegou a abrir, em sociedade com os filhos do secretário de Planejamento (Aziz Júnior), revendas Troller em São Luís (recentemente vendida ao empresário José Luís Medeiros, sócio da empresa de ônibus Taguatur e presidente do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de São Luis – SET).

Ocupa a sub-secretaria de Comunicação do governo Jackson Lago há dois anos.

Foi com esta trajetória que ele chegou ontem ao estacionamento do Turu (ele reside num condomínio próximo, e tem entre os seus vizinhos o empresário José Luís Medeiros), onde perdeu os R$ 150 mil que parece agora não fazer questão.

Leia também nos blogues do DECIO SÁ e do WALTER RODRIGUES

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26|mar|15:13

OAB PEDE INSPEÇÃO NO MINISTÉRIO PÚBLICO DO MARANHÃO

 

A OAB apresentou ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) o pedido de inspeção preventiva no Ministério Público do Maranhão. O pedido da seccional baseia-se nos relatórios da inspeção preventiva do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no Tribunal de Justiça (TJ/MA) e da correição realizada pela Corregedoria Geral de Justiça (CGJ).

Segundo a OAB o Ministério Público jamais se manifestou sobre as ‘graves conclusões contidas nos dois relatórios”. Para a seccional tanto o relatório do CNJ quanto da CGJ apontam uma grande morosidade na Justiça Estadual e indícios de condutas irregulares de juízes e servidores; e o MP sequer adotou alguma providência.

Extensos indícios de condutas irregulares por parte de magistrados e servidores, e, em alguns casos, por integrantes do parquet estadual, sem que o Ministério Público Estadual, na sua função de fiscal da lei, tenha adotado providências preventivas ou corretivas contra esses desvios”, assinala o pedido da OAB.

Para a OAB a infinitude de problemas revelados pelo CGJ e pelo CNJ não teriam ocorrido caso o MP desempenhasse a contento seu papel de fiscal da lei. “O extenso e antigo rol de problemas identificados pelo CNJ e pela CGJ dificilmente teria ocorrido, na extensão e intensidade verificadas, se o MP estivesse bem desempenhado sua função de fiscal da lei”, diz o documento da OAB.

Num trecho do pedido a OAB diz que “os representantes do MP são diretamente responsáveis pelo mau funcionamento da Justiça”. A procuradora Geral de Justiça, Fátima Travasso (foto) viajou ontem para Brasília (DF). A inspeção preventiva virá ou não virá?

Leia aqui o PEDIDO DE INSPEÇÃO

26|mar|15:06

CPI DA EUROMAR, FAZENDA & COMPADRE

Depois de ter recebido um telefonema do empresário Alessandro Martins, sócio da concessionária Euromar, o deputado tucano Alberto Franco (PSDB) que presidirá a CPI da Euromar, disse hoje cresce o movimento daqueles que querem jogar “o lixo para debaixo do tapete”. A comissão era pra ter ido instalada hoje.

Uma das primeiras ações da CPI da Euromar será requisitar a cópia da sindicância realizada no Detran. O documento possui 21 volumes, dos quais 17 são compostos de notas fiscais emitidas pela revendedora de veículos.

Além dos negócios mirabolantes do empresário no ramo de veículos, surgem indícios que Alessandro Martins teria comprado uma fazenda de R$ 1,8 milhões de reais na região do Médio Mearim, que o empreendimento teria sido resgatado pelo Banco do Nordeste (BNB), após o empresário não pagar o empréstimo feito ao banco.

Alessandro Martins deu a fazenda como garantia num empréstimo de R$ 5 milhões feito junto ao BNB. Sem pagar uma única parcela, o banco ficou com a fazenda, que em seguida descobriu que a propriedade rural não valia mais de R$ 300 mil.

Com o dinheiro do empréstimo, Martins teria injetado capital na Euromar. Ao ouvir a história de um deputado oposicionista, um parlamentar governista disparou: “Também com um compadre desembargador”.

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