poder
e política

31|dez|06:00

FELIZ 2009

Um bom ano de 2009, recheado de boas leituras, avanços nos Direitos Humanos e na defesa do Meio Ambiente, e de tudo que ainda houver de decente.

31|dez|05:45

JORNALISMOS

 “Não alimentemos falsas esperanças. Teria sido, sem dúvida, uma boa e honesta manchete para o jornal do dia seguinte, mas o diretor, após consultar com seu redator-chefe, considerou desaconselhável, também do ponto de vista empresarial, lançar esse balde de água gelada sobre o entusiasmo popular. Ponha-lhe o mesmo de sempre, Ano Novo, Vida Nova, disse.”

José Saramago, em As Intermitências da Morte

31|dez|05:40

BARBÁRIE

Chego aos 40 dias de blog. Confesso que foi um percurso interessante. Surpreendente. Nessa teia que é a Internet, agora tenho uma multidão de amigos desconhecidos. Também há os velhos camaradas. Todos atrás da tela do computador. A esses meu afeto e meu respeito. Estamos irmanados.

Surpreendente também é a barbárie. Incrível a profusão de baixarias. Como pus no blogue – leiam Regras de Usonão dialogo com quem, na falta de argumentos, ofende e calunia. Impressionei-me com a magnitude do estado de escuridão que o Maranhão vivencia.

Toda a minha trajetória de vida está alicerçada na luta pela redução das desigualdades, do preconceito e no combate a toda forma de discriminação e de violência. Anseio por desenvolvimento com justiça social. É assim, que exerço a minha profissão de jornalista.

Cresci em torno de princípios e valores claros. Jamais construirei vínculos de submissão. Foi assim que meus pais me ensinaram.

Aos navegantes aviso: além de não dialogar com que ofende e calunia. Os maniqueístas, os fanáticos, e aqueles que não tem modos e se portam de maneira pueril terão sempre como destino a lixeira.

A todos, um bom ano de 2009, recheado de boas leituras, avanços nos Direitos Humanos e na defesa do Meio Ambiente, e de tudo que ainda houver de decente.

31|dez|04:37

OS DONOS DO PODER

Dezembro de 1988. Ganho do meu pai o livro Os Donos do Poder, do pensador Raymundo Faoro. Obra de fundamental valor na minha formação. Ao entregar-me o livro disse: “Não tenha pressa. Essa é a porta para compreendermos a nós mesmos e o Brasil”. Li, reli, li e reli Faoro. Assim como fizera e faço com Machado de Assis.

Escrevo isso para dizer, que acabo de ler – na madrugada – o livro A Democracia Traída, Editora Globo, organizado pelo jornalista Maurício Dias. O livro reúne uma série de entrevistas de Raymundo Faoro concedidas durante o período entre os últimos anos da ditadura militar e o governo tucano FHC. As entrevistas – num total de 15 – foram feitas por jornalistas como Maurício Dias, Mino Carta, Bob Fernandes, Nirlando Beirão, entre outros, e cobrem mais de duas décadas entre os anos de 1979 e 2002.

No ano, em que se celebrou o centenário de morte de Machado de Assis, houve um silêncio quase sepulcral do cinqüentenário da primeira edição de Os Donos do Poder. A publicação de A Democracia Traída não ocorre por acaso.

Foi com o Faoro que aprendi sobre a eterna conciliação oligárquica que voa vagarosamente sobre nossas cabeças.

Apreendi que num país de uma República imperfeita o enfrentamento entre direita e esquerda justifica-se plenamente.

Numa das entrevistas colhi essa fala do Faroro entrevistado: “Uma negociação política realizada segundo os princípios daquelas transações que resultam sempre na frustração dos movimentos sociais e na conseqüente traição da democracia”.

30|dez|21:13

GENOCÍDIO EM GAZA

A ONU grita, ninguém ouve. Nenhum país ocidental escuta os reclames da ONU frente ao massacre do povo palestino por Israel. Os países ocidentais tem enorme dificuldades em condenar Israel.

Seria má consciência? Recordemos que o Holocausto, um dos mais horrendos crimes contra a humanidade, foi obra de europeus arianos e não de árabes ou de fundamentalistas religiosos.

Israel sempre contou com o apoio inarredável dos Estados Unidos. Mesmo agora, quando comete crimes contra a humanidade.

O estado de Israel jamais atendeu à resolução da ONU que determinou a devolução dos territórios palestinos ocupados em sucessivas guerras. Na minha conta isso também é crime e a ONU não berrou.

O ápice da violência ocorre na Faixa de Gaza. No início de novembro, Israel bloqueou os acessos a Gaza. Comida, remédios, combustível, peças de reposição para as redes de energia, água e esgoto, adubo, embalagens, telefones, papel, cola, calçados e até copos e xícaras não entram nos territórios ocupados em quantidade suficiente, ou absolutamente não há.

No território palestino 49,1% estão desempregados, 35% vivem em situação de pobreza absoluta. E 50% da população é de crianças (A foto acima são dos cadávares de cinco irmãs palestinas mortas durante um bombardeio a uma mesquita). Israel não para de matar.

Saiba mais no artigo da professora SARA ROY

30|dez|04:13

JUIZ MARCELO BALDOCHI NA “LISTA SUJA” DO TRABALHO ESCRAVO

O juiz Marcelo Testa Baldochi, membro do Judiciário maranhense, integra a “lista suja” dos 19 empregadores que utilizaram mão-de-obra escrava. A lista foi divulgada pelo Governo Federal. Além do magistrado, os fazendeiros maranhenses Antônio José Assis Braide, de Santa Luzia e José Rodrigues dos Santos, de Capinzal do Norte compõem a “lista suja”.

Marcelo Baldochi é proprietário da Fazenda Pôr do Sol, no município de Bom Jardim (MA). O grupo móvel do MTE fiscalizou a área isolada, em setembro de 2007 e encontrou 25 pessoas – um deles adolescente, com apenas 15 anos, que nunca freqüentara a escola - em condições análogas à escravidão. A época do flagrante, o juiz atuava como titular da 2a Vara Criminal de Imperatriz (MA).

O flagrante de trabalho escravo na fazenda de Marcelo Baldochi gerou uma sindicância no Tribunal de Justiça (TJ-MA) e uma denúncia ajuizada em março deste ano pelo Ministério Público do Estado (MP). Posta em pauta por várias vezes, o pleno do TJ ainda não se pronunciou sobre o processo envolvendo Baldochi. Há desembargadores que defendem o afastamento e outros propondo o vitaliciamento do juiz. O corregedor-geral do TJ-MA, desembargador Jamil Gedeon, é o relator do caso de Marcelo.

Na Fazenda Pôr do Sol nenhum dos trabalhadores tinha carteira assinada, alguns haviam recebido somente R$ 10,00 após três meses trabalhando “roço de juquira” – limpeza do terreno para a plantação do pasto – os lavradores eram mantidos na área por meio de dívidas ilegais.

Marcelo Baldochi cumpriu o pagamento de R$ 32 mil aos trabalhadores originários dos municípios de Alto Alegre do Maranhão (MA), Codó (MA) e Buriticupu (MA). O juiz também assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT) para a melhoria das condições na Fazenda Pôr do Sol.

Os empregadores da “lista suja” não têm acesso a financiamentos públicos e são submetidos a restrições comerciais por parte das empresas signatárias do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo. O nome de uma pessoa física ou jurídica só é incluído na relação depois de concluído o processo administrativo referente à fiscalização dos auditores do governo federal.

Página 1 de 1012345...10...Última »
>>>>>>>>

Copyright © Itevaldo Jr - Todos os direitos reservados
| Login »