poder
e política

22|abr|07:43

“O PSB não está obrigado a seguir numa aliança, percebendo a falta de reciprocidade”, diz Roberto Rocha

Flavio & Aecio e Roberto

Já ouvi de Roberto Rocha (PSB) pré-candidato ao Senado, que seria candidato a governador, caso fosse preterido por Flávio Dino (PCdoB) na disputa senatorial. Desconfio que Roberto Rocha não o faça.

Ao invés de construir sua candidatura ao governo – ou até mesmo ao Senado -, Roberto Rocha preferirá disputar e perder a eleição ao Senado para João Castelo (PSDB) ou Gastão Vieira (PMDB). Flávio tem mais simpatia pelo tucano e pelo peemedebista do que pelo socialista Rocha.

Hoje numa matéria no jornal O Estado, Roberto Rocha diz o seguinte: “Para mim e para o PSB, a questão é muito simples: com relação aos partidos aliados, Roberto [Rocha] está com Flávio [Dino], e quem está com Flávio está com Roberto. O PSB tem candidato a presidente da República, e com muitas chances de ser eleito. Desta forma, o partido não está obrigado a seguir numa aliança, percebendo a falta de reciprocidade. Neste caso, o caminho natural será a candidatura própria ao governo“.

roberto elizian e eduardo campos

Roberto Rocha enxerga como “natural uma candidatura do PSB ao governo”. Mas, isso não é apenas um recado para o PCdoB, é uma sinalização para a deputada estadual Eliziane Gama e o PPS, na tentativa de retomar o diálogo sobre aliança eleitoral.

Eliziane governadora e Rocha candidato ao Senado. Eduardo & Marina ficariam muitos satisfeitos medita o socialista, sobre o seu primeiro cenário.

Mas, a pepessista Eliziane Gama aguarda para esta semana a reunião do seu partido com o PSDB (que quer a vaga de senador) e o PCdoB para definir se adere ou não a pré-candidatura de Flávio Dino. Enquanto espera ela garante que o PPS, mantém sua pré-candidatura ao governo.

Arguto como se imagina, Roberto Rocha traçou um segundo cenário: buscará o apoio do PTC, comandado pelo ex-deputado Edivaldo Holanda, pai do prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior; e do PPL que planeja lançar o médico José Luis Lago ao governo.

A jornalista Carla Lima diz hoje também em O Estado que, “se depender do próprio Flávio Dino, os socialistas terão dificuldades para garantir a candidatura única de Roberto Rocha”.

Portanto, restará ao socialista Roberto Rocha procurar um novo caminho.

Roberto Rocha une a oposição

DESAVISO- Leio deste março que Roberto Rocha foi “ungido” a candidato único das oposições ao Senado. Ungido pode ser aquele que recebeu unção dos óleos sagrados – credenciando-a para cumprir uma missão específica, especial – ou o óleo sagrado da extrema-unção – o chamado óleo dos enfermos.

Como na oposição são muitos aqueles que têm Deus no coração, creio que a unção consagrada a Roberto Rocha foi a de cumprir uma missão dentro de propósitos divinos.

 

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21|abr|06:47

Nova pesquisa DATA M vem aí…

DATA M pesquisa abril

Depois do ‘polêmico’ resultado da pesquisa Data M de fevereiro, o instituto comandado pelo jornalista José Machado divulga nesta semana mais uma amostra do cenário eleitoral no estado.

A última pesquisa do Data M levou à direção estadual do PMDB a protocolar ações contra o instituto no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA).

Os entrevistadores do DATA M foram a 54 municípios do estado (acesse a lista).

O que dirão os números?

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21|abr|06:21

Deem uma lida na Resolução nº 23.400 do TSE

Resolucao 23400

Escrevinhadores leiam as normas e resoluções do Tribunal Superior Eleitoral para as eleições 2014.

Façam a leitura mesmo que vocês escrevinham tão somente por inépcia ou por brincadeira.

Acesse aqui todas as normas e resoluções do TSE: http://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2014/normas-e-documentacoes-eleicoes-2014

E a Resolução nº 23.400 pode ser lida aqui: http://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2014/normas-e-documentacoes/resolucao-no-23.400

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18|abr|08:44

Humanos

edson vidigalpor EDSON VIDIGAL

E tudo se passou tão rápido. No domingo, a chegada triunfal. E chegou marcando a diferença. Os poderosos preferem cavalos de força, bonitos, de raça rara. Ele, não. Preferiu entrar na cidade montado num jumento.

E por onde passou adentrando a cidade o Povo o aclamou acenando com ramos de folhas de arvores. Foi a glória! Vivas ao Rei.

Havia uma leitura política.

A dominação romana sobre a antiga Judeia chegara a escalas insuportáveis. O Povo tinha que se submeter ao direito estatal romano e às leis que os chefes religiosos interpretavam sempre de forma antiquada sem considerações com as realidades.

Os chefes locais colaboravam com o opressor. Na reciproca, recebiam cobertura. No fundo, eram aliados. Os interesses pela manutenção do status quo coincidiam.

Aquele homem na casa dos 30 anos, de ar sereno, olhar firme, em nada pedante, sempre humilde, – que embora sendo o Filho de Deus não agia como se fosse o Pai – aquele homem que chegara domingo montado num jumento causando um desassossego entre as elites donas do templo e aclamado pelo Povo como o seu novo Rei era um subversivo. Tinha que ser eliminado.

Para os zelotas do partido nacionalista, não.

O jovem contestador era de fato, em pessoa, a verdade e a luz que chegava para apagar as trevas daquela dominação e assegurar um novo tempo com paz, independência e prosperidade.

Os nacionalistas não tinham duvida. Aquele homem humilde, único sobrevivente do morticínio patrocinado por Herodes há pouco mais de três décadas contra todos os recém – nascidos porque entre  eles poderia estar o Messias anunciado ao mundo pelos Profetas encarnava o libertador.

Como sempre, os donos do templo com medo de perderem o poder urdiram a intriga.

Levado a julgamento, o Procurador regional Pôncio Pilatos concluiu que nenhuma lei romana fora violada. Na intenção de poupa-lo ainda tentou anistia-lo num plebiscito de voto aberto à base do grito. Não deu certo. Entre Cristo e Barrabás, o povão atiçado pelas elites incomodadas preferiu Barrabás.

E assim devolvido à jurisdição local, o homem que no domingo fora aclamado pelo Povo como o novo Rei de Israel foi torturado e morto na sexta feira.

Foi apóstolo da paz, do amor e da concórdia. “Amai-vos uns aos outros… Quando vos insultarem e vos perseguirem pela causa da justiça, lançando contra vós todo tipo de calunia, alegrai-vos e exultai porque assim também perseguiram os profetas que existiram antes de vós… Vós sois o sal da terra, mas se esse sal se desvirtuar com que então se salgará? Vós sois a luz do mundo… Concilia-te sem demora com o teu adversário enquanto estás em caminho com ele; para não suceda que esse adversário te entregue ao Juiz e o Juiz te entregue ao Ministro e te

encerrem na prisão… Ora, isso já naquele tempo.

Conciliação não é submissão. Conciliação é compreensão. Conciliação é anistia ampla e reciproca. Conciliação é optar pela paz e começar tudo de novo sempre ao lado da verdade.

* Edson Vidigal é advogado, ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pré-candidato a deputado federal.

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17|abr|21:50

“A indispensável contraofensiva política das forças progressistas”

O texto abaixo é o editorial do Portal Vermelho – site mantido e gerido pela Associação Vermelho, em convênio com o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – publicado na quarta-feira (dia 16).

Será que na Comissão Política Nacional do Partido Comunista do Brasil persiste uma “suposta pureza”? Não creio.

Como não creio, suponho que o desejo de e/ou tendência a excluir sistematicamente os outros, resida tão somente em outros confins do Brasil.

 

PCDOBA reunião realizada no início desta semana pela Comissão Política Nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) foi um fato auspicioso da vida política nacional neste momento de pré-campanha eleitoral e acirramento da luta política.

O pronunciamento da direção comunista é uma peça política que ajuda a construir a contraofensiva das forças progressistas, indispensável para enfrentar o jogo sujo da oposição conservadora e neoliberal e sua estratégia de desestabilização do país. A decisão dos comunistas soma-se às iniciativas da presidenta Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula, a partir da semana passada, de defender as conquistas do governo e rechaçar a campanha agressiva da oposição, principalmente dos principais candidatos oposicionistas – Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB-Rede-PPS).

É notável o alerta que fazem os comunistas de que a ação oposicionista não pode nem deve ser subestimada, porquanto tem bases fincadas nas classes dominantes, destacadamente a oligarquia financeira e seus elos internacionais, e nas instituições de um Estado em sua essência conservador e antidemocrático. No Brasil, atua com enorme força e capacidade de articulação política um poderoso “consórcio oposicionista, constituído pelas forças conservadoras, pela oligarquia financeira e por grandes grupos de comunicação”, diz o documento.

Este consórcio desencadeou “sequenciados ataques contra o governo da presidenta Dilma Rousseff”, destaca o documento da direção do PCdoB, que vê na investida, em plena pré-campanha pela sucessão presidencial de 2014, o objetivo de imobilizar o governo, desacreditá-lo e, além disto, atingir a liderança e a reputação da presidenta da República.

Rigorosamente, a campanha eleitoral da oposição conservadora revela-se uma campanha contra o Brasil. A escolha da Petrobras, a gigante petroleira, uma das mais fortes e conceituadas empresas estatais do mundo, como alvo imediato da campanha de desestabilização, é de per si uma denúncia dos fins antinacionais da ação dos partidos oposicionistas. Foi no governo de FHC, de triste memória, que o Brasil foi submetido ao furor privatizador, do qual a Petrobras, como o Banco do Brasil, só escapou pela resistência popular e por decurso de prazo. O ex-presidente não conseguiu fazer seu sucessor, derrotado nas urnas por Lula em 2002.

Tem também caráter antinacional e antipopular a sistemática luta que fazem as forças conservadoras para reverter as conquistas alcançadas pelo povo brasileiro em todos os terrenos ao longo de 12 anos de vigência de governos progressistas.

“O Brasil se encontra diante de uma encruzilhada política: ou avança – com a realização das reformas estruturais, no caminho progressista desbravado pela vitória de Lula, em 2002, e confirmado, pela vitória da presidenta Dilma, em 2010 – ou retrocede, engata uma marcha a ré aos tristes anos de 1990, com o retorno das forças conservadoras. Deste dilema, e desse antagonismo, emana a presente agressividade contra a presidenta Dilma”, assinala a nota da Comissão Política Nacional do PCdoB.

Esta é a questão essencial, sem cuja compreensão as forças de esquerda não conseguirão dar o passo necessário na luta para prosseguir mudando o Brasil no sentido progressista, para o que é indispensável defender o mandato da presidenta Dilma e sua reeleição em outubro próximo.

Dilma faz um admirável governo e tem a aprovação da esmagadora maioria da população. Enfrenta bem os efeitos negativos da grave crise econômica e financeira mundial sem penalizar os trabalhadores, nem abrir mão das políticas sociais que retiram milhões de pessoas da miséria, persistindo na estratégia de desenvolvimento nacional que associa crescimento econômico e distribuição de renda. Na frente externa, o Brasil segue desempenhando seu papel de força solidária com os povos e países irmãos latino-americanos, apostando na integração soberana, em políticas internacionais contra-hegemônicas e de paz.

Por outro lado, o que a oposição apresenta, em termos de alternativa programática, é uma reedição anacrônica do receituário dos anos 1990 que levou o Brasil à bancarrota, aviltou a soberania nacional, vilipendiou direitos dos trabalhadores e levou a vida do povo a um inaudito nível de degradação.

É nesse quadro que assume importância estratégica a mobilização popular e a consolidação de uma frente democrática, progressista, patriótica e popular em torno da luta pela reeleição da presidenta Dilma Rousseff, com um “programa que renove as esperanças e aponte nova etapa para o desenvolvimento”, como destaca a nota da direção comunista.

Momentos de intenso debate político, as campanhas eleitorais dão ensejo a uma atividade pedagógica de mobilização e elevação da consciência política do povo. Mais do que nunca, está na ordem do dia a luta pelas reformas estruturais democráticas, entre as quais ganham destaque a democratização dos meios de comunicação, a reforma política democrática, a reforma urbana e a reforma tributária progressiva, como instrumento de combate ao rentismo e de distribuição de renda.

Sobre esta base e com a experiência acumulada, as forças de esquerda reúnem todas as condições para elaborar um programa político que seja um instrumento de combate do povo brasileiro para avançar no rumo da construção de uma nação profundamente democrática, soberana e socialmente justa.

Leia mais: http://vermelho.org.br/editorial.php?id_editorial=1348&id_secao=16

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17|abr|20:55

EL GABO

gabriel-garcia-marquez

I

“Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se.”

II

“Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade. Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte.”

Gabriel García Márquez

*6 de março de 1927

+17 de abril 2014

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